Publicado em Pessoal

Take a Bow – B

Quando resolvo me apaixonar por alguma música, não levo em consideração apenas o vocal (por coincidência, me apaixonei pela versão que a Rachel canta em Glee, a voz dela massageia meus ouvidos de tão meiga, aw. hunf), ou as ondas sonoras. Acho que a letra deve me tocar de alguma forma e basicamente a letra dessa música fala de uma desilusão amorosa. Quem nunca?

Nunca tive um namoradinho pra dizer, pra vocês, que sofri uma GRANDE DESILUSÃO AMOROSA, como a maioria das adolescentes costuma dramatizar. Como diz N , eu prefiro dar detalhes a dramatizar a coisa. O que as pessoas tendem a descartar é a ideia de que as decepções amorosas também acontecem entre amigos, melhores amigos, familiares e etc.

O início da minha adolescência foi marcado por desilusões do tipo. Eram pessoas as quais eu criava grandes expectativas, as quais doava o melhor que eu tinha – meus sentimentos, meu tempo, meus sonhos. Enfim, no final elas não cumpriam as promessas feitas ou sequer compartilhavam comigo o que eu compartilhava com elas.

Então precisei aprender que não é porque alguém sorri pra mim e diz que me ama que isso é prova suficiente para pensar que esta pessoa realmente só quer o meu bem e está sendo sincera. A maioria dos seres humanos é infiel, insensível, egoísta, em suma são cruéis e é duro para alguém que acaba de deixar a infância perceber isso.

Em casa, geralmente, aprendemos a ser “bonzinhos”, dividir o brinquedo com os coleguinhas, dividir a comida favorita com qualquer parente que colocar a colher no seu prato -q, não mentir, enfim, uma bateria de valores. Para quando entrarmos na transição da vida adulta descobrir que as outras pessoas não serão assim conosco?

Logo, dizer “Eu te amo garota, você é a única” [trecho da música] não basta. O amor consiste mais em atitudes a palavras, esta é a verdade. Amizades também costumam ser um campo minado. É bem verdade que o amor surge sem cogitações e algumas pessoas não merecem prova dele.

Não estou dizendo que me tornei uma pessoa totalmente fria. Ao contrário, apesar de ter me fechado, estou tentando enxergar mais o interior das pessoas, e isso tem me feito acertar mais. Todos nós somos preciosos, temos que ter noção disso, abrir mão de algumas pessoas é doloroso, contudo se elas nos fazem mal, é como uma lei de sobrevivência: necessário.

Somos seres pensantes, mas sentimentais. Uma hora, toda ilusão, acaba. E nem sempre quem nos fez sofrer quer ir embora, algumas se divertem com nossas dores, então precisamos encontrar um meio de ficar longe delas até que percebam que uma hora elas têm que se despedir porque as cortinas do “show” estarão se fechando.

Não é incrível o quanto somos fortes? Passamos por tantas desilusões e estamos todos vivos, alguns bem, outros não. Eu, aqui digitando, você lendo. Talvez estejamos compartilhando de um mesmo sentimento. Assim como eu e a música Take a Bow, agora.

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Autor:

E-mail: blairpttsn@gmail.com Defenda o que você acredita e tenha orgulho por quem você é!

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