Publicado em Crônica

Enem e o medo de não dar certo

Sou uma garota cheia de sonhos e pensar muito no futuro não me parece uma boa ideia. Quando começo a cogitar sobre como vai ser minha vida ano que vem, no ano de Enem (valendo), eu fico com muito medo que as coisas não deem certo, não saindo como planejei.

Antes, quando tinha menos maturidade, eu conseguia ter mais certeza das coisas que eu queria (queria ser astronauta, psiquiatra ou arquiteta/paisagista, cof) e do que eu tinha que fazer pra chegar lá. Depois, com o tempo, percebi que tudo tem um preço e as vezes é um preço bem alto que a gente nem consegue pagar.

Sei que para passar no curso que eu quero e numa universidade legal, preciso estar bem a frente dos meus concorrentes. Mas eu sou só uma garota de rotina normal, diferente do que algumas pessoas julgam, eu não sou “nerd”, não mesmo… (gostaria de ser).

Na minha primeira nota vermelha, chorei toda minha lástima, enterrando minha esperança de realizar meu sonho de passar no vestibular, não quis sair do quarto por meses, sentia uma coisa horrível dentro de mim. Era como se meu mundo tivesse acabado ali.

Depois que essa fase dramática passou, percebi que uma única nota não define um Q.I por completo. Não dá pra ser boa em todas as matérias. Quando consegui colocar ideias positivas na cabeça, comecei a acordar pra ver que esperar que coisas boas aconteçam não resolve muito.

Então percebi que se eu quisesse tirar notas melhores na matéria, precisaria sacrificar tempo, amizades e diversões. Comecei acordar mais cedo pra estudar antes da aula. Parei de ocupar minha mente com o que não estava somando e assim fui melhorando.

Ano passado fiz o Enem pela primeira vez, apesar de ficar nervosa, não fiquei preocupada, afinal eu tinha a desculpa “mas foi minha primeira vez”. Meus familiares me cobram bastante e falaram que minha nota não foi ruim.

Quando vejo as notas de corte do curso que eu quero, fico bem mais preocupada que antes. Porque sei que minha vida pode mudar dependendo de onde e do que vou cursar. Acredito que discernir se o que a gente gosta vai ser apenas um hobby ou profissão é uma das piores partes. Pelo menos a esta altura já consegui decidir o que quero ser: paisagista.

Sei que já me esqueci de muita coisa que estudei nos semestres passados e é por isso que me preocupo (meus professores dizem que isso é normal e pra isso serve o cursinho), tem coisas que nem aprendi, não por ter brincado, mas por imaturidade de pensar que não precisava gravar tudo aquilo por muito tempo.

Enfim, apesar de tudo, estou mais confiante que antes. Porque nesse ano tentei correr atrás do prejuízo e também, sempre que lembro, assisto jornal, diferente do ano passado que sequer ligava a televisão. Espero um dia poder voltar na gaveta pra dar força a todos que também farão o Enem, caso eu passe.

Um abraço carinhoso e acolhedor a quem fará o Enem e está com frio na barriga assim como eu. De coração espero que vocês tirem uma nota muito boa pra voltar aqui e me dar dicas pra sair de tal desespero haushuahs 😀

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

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