Publicado em Crônica, Pessoal

Sentimentos Engavetados

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Sei que perco muito sendo uma garota fechada, do tipo que tranca sentimentos em gavetas e não deixa qualquer um ver. Porque muitos dos que viram, pensaram que eram de brincar. A questão é que eu já fui alguém que expressava absolutamente tudo o que sentia, sem pudor. Mas toda exposição gera consequências e eu tive que aprender a enfrentá-las desde muito cedo, e com isso não quero dizer com “ano passado” e sim com meus primeiros anos na escola.

Descobri o quanto as pessoas são más e isso me fez mudar, não me tornei como elas, mas criei um escudo, uma espécie de “distância”. Eu também não sei confiar em sentimentos que surgem subitamente, eles são inconstantes demais. Ora você quer fazer tudo junto, ora você quer mandar o ser humano pro outro lado do planeta. Não colocaria minha mão no fogo por algo por um sentimento assim inconstante. Tenho certeza de que eu pareceria fria demais se admitisse isso pra alguém, então guardo, a menos que me perguntem.

Às vezes no lugar do “eu te amo”, eu faço uma poesia, no lugar de “você ficou bonita nessa foto”, eu faço um desenho dela, ou no de “você é tão especial que não sei como descrever”, eu não digo nada exatamente por não saber como expressar e isso não quer dizer que eu não sinta nada. Por isso, acredito que todo mundo tem uma própria forma de expressar sentimentos, sem existir forma certa, errada e mais especial do que a outra. Porque eles não são mensuráveis, eles são diferentes e ver eles dessa forma me fez entender que o amor, por exemplo, não cabe em palavras, e quando é verdadeiro, pode ser percebido no dia a dia. Desse modo, pude compreender que muitos sabem amar, mesmo de longe, mesmo em segredo, apenas “amando”.

Sei que xingar aos ventos, para não ter que chorar na frente de quem me fazia mal, não me fazia mais forte, contudo assustaria o tipo de pessoa que se diverte ao zombar da fragilidade alheia. Posso estar errada em optar por fazer isso, mas foi a única solução que encontrei, naquele momento, para me trazer paz. Não me peça pra mudar. Porque no fim das contas, eu confesso que sou muito sensível, talvez esse seja meu ponto fraco e recorri a trancar tantos sentimentos em gaveta porque poucos são aqueles que se importam com eles.

Conto esse segredo aqui, porque é meu espaço na blogosfera, minha “gaveta” e todos os leitores que passaram pelo blog foram super carinhosos e achei que eles mereciam conhecer esse meu lado que poucas pessoas da “vida real” conhecem. Espero que tenham gostado (e que não me levem a mal), afinal não foi nada fácil escrever e postar sobre isso, mas a pedido de alguns intrusos, me esforcei! :$ hehehe

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

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