Publicado em Crônica, Pessoal

Meu Primeiro Emprego

Olá, intrusos! Tudo bem? Tenho novidade… Hehehe. Não costumo falar muito da minha rotina, mas estou abrindo exceção porque ela vai mudar completamente, afinal eu consegui um ~emprego~ 😀

Tudo começou quando eu navegava no site da instituição que estudo e vi que as vagas para bolsistas pesquisadores estavam disponíveis. Eu não tinha certeza se já queria trabalhar, daí fechei os olhos e pensei “se tiver algum projeto de pesquisa relacionado à agronomia, eu topo me inscrever”. Pra minha surpresa, tinha! O projeto, em suma, é sobre criação de hardware e software que melhorem o desempenho do setor agrícola na região norte, com enfoque no Amapá, onde moro.

O legal desse tipo de emprego é que ele tem a carga horária de 20 horas semanais, não atrapalharia minhas aulas e dura 4 meses, entre muitas outras coisas. Apesar de não saber exatamente qual seria minha função no projeto, consigo imaginar que eu provavelmente tenha que ir fazer pesquisas de campo (no sentido literal da palavra), que tenha que organizar dados numa tabela de Excel ou mesmo ter que passar a tarde inteira em frente ao pc, trabalhando com programação. Eu iria amar se tivesse que fazer só a primeira opção e um pouquinho da segunda. Porém, detestaria se eu tivesse que fazer apenas a última! Mas decidi correr esse risco, já que estou tendendo optar por cursar Agronomia, após o término do meu ensino médio.

O processo seletivo foi concorrido, porque qualquer discente do instituto poderia se inscrever, sendo do ensino médio, do subsequente, do superior, etc. E eu evitei ficar pensando nos concorrentes, preferi pensar na ideia de que as coisas tem um tempo certo pra acontecer. E se aquela fosse a minha hora, seria incrível, mas se não fosse, eu me tentaria outras oportunidades, porque uma hora seria a certa pra mim. Logo, fiz minha carta de intenção tranquilamente, sem nervosismo, sem pressão ou cobranças feitas por mim mesma.

A entrevista foi o que me assustou, sou acostumada a escrever, quanto responder perguntas inéditas sem suar frio não foi tarefa fácil, sou uma garota tímida. Tentei agir naturalmente, treinei até umas palavras mais eruditas antes de entrar na sala. Para complicar, haviam pessoas lá que eu nunca tinha visto sequer pelos corredores, pareciam sérias e eu me senti um pouco boba por não saber o jeito certo de lidar com aquela situação. A única pessoa que eu conhecia, entre as que me faziam perguntas, era minha professora de Topografia, mas eu tinha tirado nota baixa com ela no primeiro bimestre, confesso que por desleixo de minha parte e temia que ela lembrasse disso e não me desse poucos pontos na entrevista. Inusitadamente, uma senhora jovem, pergunta:

“O que faz no tempo livre?”

“Eu… Escrevo, gosto de escrever sobre todas as coisas. Também sempre escuto música, gosto tanto que decidi aprender violino.”

Percebi que ela estava esperando que eu contasse mais, para não decepcioná-la, completei:

“Tenho um blog, não é de moda, mas lá é onde conto um pouco das coisas que faço. Amo fotografia, fiz curso disso e fiquei mais obcecada ainda por fotografar…”

Parei de falar quando vi o sorriso no rosto dela. Eu sou muito retraída em assumir meu blog para as pessoas ao meu redor. Pra minha surpresa, passei em primeiro lugar. Fiquei muito animada e não foi nem tanto por ter conseguido meu primeiro emprego e sim por ter a certeza de que haviam gostado da minha carta. Sempre fico muito feliz quando alguém gosta do que eu escrevo. Enfim, não havia muito tempo para comemorações, eu precisava correr contra esse tempo e abrir logo uma conta corrente pra não correr o risco de perder minha vaga por falta dela. Fui ao banco, que era do outro lado da cidade, pra abrir a conta, e precisei voltar várias vezes ao instituto ou mesmo em casa porque sempre faltava algum documento.

Depois disso, criei o hábito de sempre andar com os documentos na mochila e isso é assustador, porque eu pensava que só faria isso quando adulta e ainda tenho 16. Ainda é difícil acreditar que era eu mesma quem assinou tanta papelada. É o tipo de coisa que só vou acreditar quando meu cartão chegar em casa. É estranho quando a vida me prova que eu estou crescendo e que minhas responsabilidades aparentemente aumentaram de P.A para P.G. Só sei no momento que estou ansiosa e contando os dias pra novembro chegar e eu começar no meu primeiro emprego e me dedicar pra ter algum destaque e ter orgulho em relembrar dessa experiência daqui uns anos.

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

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