Publicado em Cinema

Filme: O Pacto (Horns)

Olá, terrestres, como vão os preparativos para o natal? Planejando ir para alguma grande festa? Bem, enquanto a maioria das pessoas está preparando os perus para a ceia ou tentando não deixa-lo pegar fogo, eu ainda não estou no espírito natalino ou sequer sei o que está acontecendo no resto da cidade. Bem, enquanto isso eu decidi assistir alguns filmes nessa semana, nenhum sobre o Papai Noel ou as festividades do fim do ano, e tentar aproveitar o tempo até a noite tão esperada (ou não). Então, Vamos lá.

Não vou negar, fui assistir Horns principalmente para conferir o novo trabalho do Daniel Radcliffe nos cinemas, pois fiquei muito contente com o resultado de Kill Your Darlings (Versos de um Crime, no Brasil), onde ele interpreta um promissor escritor homossexual que acaba se envolvendo com uma revolução chamada A nova Visão, o filme conta a história de escritores reais da vanguarda, como o autor de The Naked Lunch. É claro que fiquei mais convencido de assistir Horns depois que descobri que era baseado no livro de Joe Hill, filho do Stephen King, livro que ainda pretendo adicionar as minhas leituras.

O Filme conta a história de Ignatus, um jovem que namorava desde a infância com Merrin (interpretada pela Juno Temple, de Wild Child e que trabalhou recentemente em Malévola, e se tornou uma das minhas atrizes jovens preferidas) e é o principal e talvez único suspeito da investigação do assassinato da garota, mas dá para entender isso quando se trata de cidades pequenas (ou nem tão pequenas assim). Até esse ponto está tudo normal, com direito a uma cena horrível dos personagens se sugando no início e todos aqueles ruídos esquisitos e risíveis, mas a cena foi realmente bonita e teve um visual colorido que eu costumo adorar em filmes.

É então, após urinar no memorial da garota dizendo que ela ser devota não a ajudou em nada (Eu ri nessa parte, desculpem, mas a risada do Daniel foi esquisita), ele acorda com dois inchaços na testa que logo se transformam em chifres. Como se não bastasse as pessoas começam a falar para ele seus segredos sombrios e a lhe pedir permissão para realizarem seus desejos, como uma mãe perguntando se pode chutar o traseiro da própria filha no consultório. Como se ele fosse uma vozinha dentro de suas mentes pronta para destrancar o cadeado do medo e da vergonha.

Essas cenas conferiam muita diversão ao filme e cada uma se desenrolava de uma maneira tão descontraída podendo até parecer bizarra, mas a natureza humana é bizarra, então não há porque surtar ao redor disso. Claramente, em determinado ponto do filme, Ig decide usar sua nova habilidade para extorquir informações sobre o assassinato da namorada e conseguir descobrir sobre uma testemunha que apareceu recentemente, e cobras misteriosas começam a cerca-lo.

Infelizmente, o desfecho deixou um pouco a desejar, por ter se desenrolado em um tempo muito curto em comparação a duração de duas horas de filme e a resolução do mistério foi muito normal para o que eu esperava, mas em sua grande maioria foi muito atraente e os Flashbacks com a Juno Temple foram as melhores partes, não só porque sua atuação sustentou todo o drama da história e certo, em determinado momento eu achei que ela tinha alguma habilidade diabólica sexual, mas isso vocês entenderão quando assistirem o filme. E bem, eu olho muito para o desenvolvimento psicológico e os flashbacks foram o meu momento de excitação, apesar de estarem quase sempre focados no romance dos personagens, mas que foram essenciais para compreender bastante.

Enquanto Juno Temple encanta com sua simpatia moderada e uma faceta que parece esconder algo maior que a morte, Daniel Radcliffe não deixa a desejar, às vezes pode soar um pouco forçado, mas consegue ser divertido e desempenhar seu papel, principalmente quando preocupado ou irritado, muito bem. A transição do personagem para o lado escuro da existência, a descoberta de coisas que sempre foram ocultadas dele e em seguida sua remissão foi bem interessante. A película revela um pouco sobre a própria natureza humana, em seus piores aspectos, mas que também são os mais verdadeiros e faz isso de uma maneira muito prática.

É um bom prato para quem gosta de thrillers, mas principalmente de humor negro, que aqui não é tão pesado e é um grande avanço em muitos aspectos desde a última direção de Alexandre Aja, Piranha 3D, que além de efeitos especiais fraquíssimos apresentava um enredo batido de filmes da fúria animal – poucos filmes se salvam aqui, e aquele filme de aranhas que prefiro não lembrar o nome e que me deixou paranoico, em que a Scarlett Johansson aparece, é um dos únicos, mas sério, ela não devia ter participado desse filme – e protagonistas clichês.

E vocês? Quais seu gêneros preferidos de filmes? O meu preferido é terror psicológico, porém, não hesito em adicionar alguns filmes de drama ou comédia na minha lista. Continuo voltado para os filmes antigos e não descarto um trash, apesar de quase nunca serem vistos como bons. Espero que tenham um bom natal e que a luz lhes acompanhe sempre, eu nunca sei muito bem o que falar no natal então em todo caso preencham essa lacuna com o dialogo que parecer melhor. Beijos e até mais.

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