Publicado em Crônica

Um fone de ouvido e dois sorrisos

[Escrevi ouvindo Stronger na versão do Glee]

Sem fones de ouvido, um tênis e nenhuma meia nos pés, percorri ao ritmo da chuva com demasiada saudade de ouvir música com o egoísmo que os fones me possibilitam ter. Lembro quando estava chegando a hora de eu dizer adeus aos meus antigos fones. Primeiro um lado não funcionava direito e depois de um curioso cachorrinho brincar com ele, ele subitamente deixou de funcionar de vez.

Já era hora de ter um novo e sempre que estou a caminho de alguma loja de eletrônicos, preciso fazer uma bela e ligeira preparação psicológica para não transparecer meu mau humor ao lidar com os atendentes dela. Aproveitei que entrei em uma papelaria para comprar alguns lápis e não hesitei em visitar a seção de eletrônicos da mesma para, quem sabe, encontrar os tão esperados fones de ouvido.

Havia alguns fones na vitrine, me empolguei e quis comprar logo. De imediato, pensei que eram produtos demais para poucos atendentes, afinal não havia nenhum funcionário naquela sessão. Por um equívoco, não percebi que eles estavam reunidos, no canto dela, batendo um bom papo. Entrei no meio afim de conseguir comprar meus fones ainda na mesma tarde. Eles tiraram “zerinho ou um” para quem decidir iria atender.

Me esforcei em manter o sorriso para não perder a simpatia do atendente. Pedi para que ele me mostrasse alguns. Gostei de um que era confortável e bonito. Perguntei:

“Você sabe dizer se ele é bom? Tenho certa aflição com fones que não duram mais de um mês”

“Ele nunca me fez mal…” Foi o que ele respondeu.

Um pouco assustada, não sabia como lidar com esse tipo de resposta. Estava óbvio que ele não entendia muito de fones de ouvido nem o contexto. Não pude conter uma gargalhada que despertou um sorriso nele também. Decidi levar o tal fone que nunca o fez mal. Usando-os no caminho de volta para casa, percebi que um lado não estava funcionando muito bem. Mas quem se importa?

Saí a procura de fones de ouvido, encontrei um e ainda consegui não me irritar mais uma vez com atendentes de lojas de eletrônico. Essa é uma das situações que mais vale a pena levar na esportiva com um sorriso no rosto levar a sério com linhas de expressão a mais de volta pra casa. Que saudades eu estava de ouvir, a sós com meu fone novo, aproveitando a chuva pela janela e recordando das risadas que o mesmo fone me redeu.

O que não te mata te torna uma lutadora

Deixa os passos mais leves

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

7 comentários em “Um fone de ouvido e dois sorrisos

  1. Há um tempo atrás, eu tinha mais ou menos uns cinco fones, e todos eles me abandonaram. Alguns ficaram funcionando em apenas um lado, e outros nem isso. Recentemente comprei outro, e ele não tem me deixado na mão, é o único que está funcionando direitinho, e que me acompanha durante todo o dia 🙂

  2. Isso e os comentários de ontem lembraram-me da urgência de comprar um fone novo. Se não estivesse tão traumatizada, já teria um, mas toda vez que compro, um lado sempre para de funcionar e não acho que seja por ser ruim, porque já aconteceu muitas vezes mesmo a ponto de eu desistir de ouvir música enquanto tenho que ficar 4h por dia no trem :/ Enfim, comprarei pra fazer o D.I.Y para ti (já sei como fazer e achei um a sua cara, depois me diz se gostar). Unindo o útil ao agradável heuheu

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