Publicado em Crônica, Diário

O começo do crescer

[Escrevi ouvindo Make You Move do John Mark McMillan]

Eram férias, era janeiro, não havia nenhuma expectativa interessante para aquele mês. Fui no banco desbloquear meu primeiro cartão de débito e, para minha surpresa, lá estava todo meu esforço transferido a valores. Pensei que fosse algum erro do caixa eletrônico ou eu que estava sonhando acordada.

Diante de meus olhos, veio alguns “flashs” de coisas que eu só poderia realizar quando tivesse minhas próprias finanças. Conheço minha paixão por objetos vendidos em papelarias e havia uma bem na frente do banco. Decidi depositar logo a maior parte, que recebi, na poupança e me divertir despreocupada com o que sobrasse.

Não sabia por onde começar! Entrei na papelaria e me deparei com uma prateleira cheia de caixinhas de lápis de cor, canetas diferentes e outras coisas do tipo. Não resisti. Comprei, pela primeira vez, com meu próprio dinheiro o meu material de escolar que vai me acompanhar no tão esperado último ano do ensino médio.

Chegando em casa, vi meu celular de bobeira em cima da cama. Tomei em minhas mãos pensando se meu pai aprovaria ou não sobre eu ter começado a trabalhar, recebido e comprado meu material. Eu sempre quis ser independente e algumas vezes, por mais que doesse, passava por cima de todas as palavras negativas que vinham para eu desistir da ideia porque ainda não tinha “idade”

Enviei uma mensagem contado sobre o trabalho e avisando que ele não precisaria mais comprar meu material. Fiquei um pouco apreensiva por ele não ter respondido logo. Na manhã seguinte, de resposta ele expressou o quanto estava feliz com isso. Ele falou isso sem rodeios, sem lições de moral, e completou dizendo que todas as vezes que pergunta sobre os estudos é porque tem certeza de que eu vou conseguir.

Foi tão estranho ler tudo aquilo. Meu pai não é o tipo de pai que elogia, que apoia em escolhas ousadas e tudo mais. Ele é rude demais para essas coisas, mas acima de tudo é amável. Não existe ninguém que eu admire mais que ele. E saber que uma notícia tão boba o deixou feliz, já foi suficiente para eu desmoronar em lágrimas e sorrisos.

Tenho uma mania, talvez herdada dele, de achar que tudo o que faço ainda é muito pouco. E não é a toa que meu verbo preferido é “sonhar”. Acho que a parte mais difícil, e ao mesmo tempo mais divertida, de crescer é mostrar resultados. E esse foi o meu começo.

Você salva-me por uma música

Se eu não tenho palavras para dizer

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Autor:

E-mail: blairpttsn@gmail.com Defenda o que você acredita e tenha orgulho por quem você é!

7 comentários em “O começo do crescer

  1. Que lindinho isso Blair :3
    Estou nessa mesma luta com o banco, mas meu problema de gastos não é só com papelaria, qualquer loja de coisas artesanais pode fazer eu gastar muito >< Se desse tanto dinheiro quanto gasto eu juro que ficaria vendendo coisinhas rs
    Estou muito feliz por você e suas realizações 😀

^-^ Me conta o que você achou?

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