Publicado em Comportamento, Frases

Mais que desenhos

Oi, gaveteiros. Me permitem desabafar com vocês? :/

Eu ando de bem comigo mesma e com a minha família. Isso é o que me conforta no final do dia. Minhas notas estão boas como nunca e estou aprendendo a ler partituras cada vez mais rápido. Estou um pouco orgulhosa porque sei que são pequenas coisas que me permitem estar cada vez menos distante dos meus maiores sonhos. Alias, um deles já está sendo vivido que é fazer parte de uma orquestra.

Contudo, eu não sou o tipo de pessoas que gosta de contar vantagens. Eu não gosto de “forçar” um reconhecimento, nem nada. Prefiro não prestar contas do que faço com ninguém, a menos que sejam meus pais e algumas coisas com vocês no blog porque amigos também dividem alegrias. Com os meus pais porque eu sei que se eu for mal, eles estarão lá para reclamar e ajudar, é claro. Como ano passado quando minha vida estava toda errada. Fui pra recuperação, levei algumas broncas mas eles fizeram questão de pagar um reforço para eu melhorar. Conseguimos. Digo “conseguimos” porque todas minhas conquistas devo muito à minha família, sem dúvidas.

Todavia, eu estranho como as pessoas não me levem a sério e não me veem como alguém que já tem 17 anos, alguém que corre atrás das coisas, alguém que se esforça. Sim, eu me esforço bastante. Infelizmente, nada vem fácil para mim. Quem me conhece bem, conhece também este carma que carrego. Eu vou explicar melhor porque, até agora, só “vomitei” toda a injustiça que eu sinto. Desculpem-me por isso.

Nos trabalhos em grupo com meus colegas de classe, por exemplo, é como se eles não confiassem em mim para fazer nada que seja muito desafiador. Se for para desenhar, eles deixam nas minhas mãos o serviço. Agora se for para calcular alguma coisa, eles simplesmente ignoram minha presença por ali. Eu sinto-me mal por não conseguir ser aquele tipo de pessoa que cruza os braços e fica assistindo os demais fazerem tudo sozinhos e não fica com peso algum na consciência. Eu gosto de ajudar e de ser útil. É claro que eles não reclamariam se eu cruzasse os braços porque nós somos “amigos”. E a verdade que é que eles não reclamariam porque eles não precisam de mim para isso.

Eu não queria que eles enxergassem-me como alguém que desenha porque eu sou muito mais que isso. É claro que tenho mais facilidade para fazer uns rabiscos ou escrever. Mas eu adoro os cálculos por sentir-me desafiada. Se for preciso ir com o professor umas mil vezes tirar dúvidas, eu vou porque eu gosto de aprender e não de fingir que aprendi. Deve ser por isso também que pensam que não sou muito inteligente ou coisa do tipo.

O que me deixa mais triste é que daqui alguns meses pretendo estar na universidade, cursando engenharia. E o que eu mais aprecio nesse curso é a pluralidade dos formandos. Eles não só desenham como calculam, pesquisam, aplicam, investigam, etc. Hoje estive pensando… Talvez se eu não fosse uma garota, eles confiariam em dar-me mais serviço. E ainda tem gente que fala que machismo não existe mais. Tsc tsc.

Eu acho que precisava escrever tudo isso para libertar-me de tal angústia que senti. Se eu não fizesse isso, talvez nos próximos dias eu veria-me no espelho preferindo ser alguém diferente, uma pessoa mais “séria”, que não desenha, que não toca, que não escreve, nem nada disso. No entanto, eu gosto de como eu sou, alguém que brinca de fazer arte e mesmo assim tira notas boas, ri fácil e corre atrás dos sonhos. Sim, porque não importa como eles vejam-me ou o que eles dizem, eu vou continuar sonhando com a engenharia e fazendo as coisas que me deixam feliz porque a confiança das pessoas mais importantes para mim, eu já tenho.

Enfim, obrigada por ouvirem (ler, cof cof) mais um desabafo. Vou despedir-me de vocês com uma frase que eu gosto muito 🙂 .

“A inteligência começa quando se aprende a ouvir e a tirar proveito de opiniões contárias a sua.”

Um abraço e até o próximo post ^-^.

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

6 comentários em “Mais que desenhos

  1. “Nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem, ou que seus sonhos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém…”
    Você está bem consigo mesma e no fundo, sabe que é só isso que importa. Você sabe do seu potencial e de suas capacidades e se eles não vêem, é porque o egocentrismo fala mais alto. Você fala, pensa e age com o coração e só assim pode ser feliz de verdade. Não mude!

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