Publicado em Crônica

Loucuras de Novembro

Escrevi ouvindo Anything Could Happen

Novembro é sempre uma loucura, como um parque de diversões. É em novembro que eu começo a questionar todos os meus almejos para o ano seguinte. Não sei se é porque o meu aniversário é logo em Janeiro. Eu acabo perdendo o controle das emoções quando chega novembro. Esse, pelo visto, vai ser o mais

É o final do bimestre na escola e, por mais que eu já estava aprovada na maioria das matérias, sempre rola a tensão para continuar tirando notas boas. Eu faço apostas comigo mesma, do tipo “agora vou tirar aquele 10 que eu não tirei antes”. Aliás, eu fiz essa aposta quando fui para recuperação pela primeira vez, em química, ano passado. Eu sempre estudava muito para as provas, fiz reforço e nada de um 10. Na última prova de química da minha vida, eu consegui.

É estranho como tantas coisas acontecem em novembro. São muitos preparativos, eu não sei lidar. O concertos mais importantes acontecem em dezembro e eu nunca me sinto tão cobrada quanto sinto-me em novembro. É sempre o mês que eu amadureço muito, que eu aprendo a ser mais responsável, paciente e positiva.

Ontem, deixei minha avó no aeroporto. Estava com o coração apertado. Quem a conhece sabe o quanto ela é extremamente insana. Ela vai para Brasília pela primeira vez. Com tantas coisas ruins acontecendo no mundo, fico preocupada porque tenho certeza que ela vai sair andando distraída pelas ruas e sequer vai olhar para os dois lados da rua antes de atravessar.

Por coincidência, meu pai viaja nessa semana também, junto com minhas irmãs. E não consigo evitar ficar preocupada comigo também. Acho que sou muito dependente deles, apesar de nunca gostar de confessar isso. Não é só porque eles que me dão comida. Eu sinto a falta de conversar e discutir coisas da vida com a minha vó pela noite. Ou ligar para meu pai para contar-lhe algumas novidades. E brincar com minhas irmãs que têm os melhores abraços de urso do mundo.

Se eu fosse conferir o que eu mais tenho dito, o recorde de citações seria para “Calma, vai dar tudo certo”. Eu falo isso a mim mesma e a todo mundo. É sempre o melhor conselho. No geral, acho que está tudo ocorrendo muito bem, dentro do possível. E se eu já precisasse confessar qual foi o meu maior aprendizado desse ano, eu diria que foi valorizar mais a minha família. Eu gostaria de ter feito isso antes, pra ter errado menos. Contudo, eu precisava errar para acertar algumas coisas agora.

Ah, assim como no ano passado, a música que marca a vibe de Novembro pra mim é Anything Could Happen da Ellie. Clique aqui para ler meu novembro passado. Um abraço de urso e até o próximo post!

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E-mail: blairpttsn@gmail.com Defenda o que você acredita e tenha orgulho por quem você é!

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