Publicado em Crônica

#DDV: Perdida no Aeroporto sem celular

Continuando meu #DDV – Diário de Viagem -, onde eu parei mesmo? Ah, sim. Parei de contar na parte que desci no aeroporto de Brasília e minha avó não estava lá para receber-me como no combinado.

Enfim, desisti de dar voltas e voltas no aeroporto. Eu tinha ficado com a estranha sensação que todos estavam percebendo que eu estava meio perdida ali. Resolvi confortar meu coração acelerado – tudo bem, estou exagerando, não estavam tão desesperada assim – na primeira livraria.

Qualquer livraria que não seja da cidade que eu moro, impressiona-me. O livro da Kéfera que eu tanto queria tinha lá, o “Muito mais que 5inco minutos”. Okay que não custava o mesmo preço da internet, obviamente estava mais caro. Porém, eu estava tão sozinha, ficando tão triste… Nem pensei muito e comprei. Agora, eu estava em boa companhia.

O detalhe que não contei antes, por memória fraca mesmo, era que eu estava sem celular. Não tinha nem como avisar minha família que estava bem. O que eu tinha certeza era que meu pai estava bem preocupado comigo lá em Macapá. Sobretudo porque eu estava incomunicável.

Aproveitei a oportunidade do livro para pedir emprestado o celular da mulher do caixa. Azar o meu: ela não tinha! Aliás, ela ressaltou que ninguém na livraria tinha porque o uso ali era proibido. “Que loucura” pensei.

Saí de lá e procurei um lugar com a menor densidade demográfica possível. Detesto ler com gente conversando alto por perto. Enfim, em paz. Comecei a conformar-me em ficar apenas na companhia do meu livro novo. Talvez minha vó estivesse esquecido-me mesmo. Estranho, mas acontece. Comecei a ler. A felicidade não demorou muito. Sentou uma família atrás d mim. Crianças que falavam bem ALTO. Fiz cara feia e fui procurar outro lugar.

Respirei fundo. Brasília é linda e não combina com mau humor. Achei outro lugar vazio. Quase ninguém lá. Só algumas pessoas mexendo nos celulares. Ótimo para ler. Eu ainda estava um pouco aflita. Fitei a mulher simpática na minha frente com seu celular. Assim que ela desligou o telefonema, aproveitei:

“Moça, será que eu posso fazer uma ligação a cobrar para o meu pai do seu celular?”

“Claro. Qual o número?”

E assim, eu finalmente pude ligar para ele e contar tudo. Ele pareceu aliviado ao falar comigo. Também avisou que minha avó estava lá no aeroporto esperando-me desde de as 15h. E já eram quase 18h. Ela estava na porta do andar debaixo, que eu nem sabia que existia. Desci as escadas correndo. Mas como encontrar uma coroa com menos de um metro e meio naquela multidão de pessoas quase gigantes?

Anúncios

Autor:

E-mail: blairpttsn@gmail.com Defenda o que você acredita e tenha orgulho por quem você é!

^-^ Me conta o que você achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s