Publicado em Crônica, Diário

#DDV: Atrasada para o vôo

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Olá, gaveteiros! 😛

Continuando o #DDV, parei na parte que estava perdida no Aeroporto procurando minha avó. 

Logo que desci as escadas na carreira, para variar, deparei-me com tantas pessoas e decidi não enrolar para pedir informação sobre a localização do portão de saída. Encontrei com um suposto funcionário do aeroporto. Em seguida, descobri que era um senador. Não faz mal (em outras palavras: não fez a mínima diferença). Afinal, eu só precisava encontrar minha avó.

Assim que ele apontou à localização, saí de lá. Não tardei a encontrar a agulha no palheiro, apesar de ela estar muito diferente e bem vestida. Enfim, encontrei-a. Foi a maior felicidade. Ela estava com um olhar de quem tem muita história para contar, mas que contasse depois. Não me restava muitas horas em Brasília. Aliás, eu tinha apenas mais duas horas lá.

Saí do aeroporto encantada por tudo o que via. De algum modo, insisti em procurar a Dilma. Adoro tietar (risos). Minha avó queria levar-me para conhecer a rodoviária e o shopping de Brasília. Detalhe: ela queria levar-me de ônibus. “Mas é rapidinho que o ônibus chega, minha filha” ela afirmava como se conhecesse o caminho na palma da mão. Confiei.

Passaram alguns ônibus, mas nada de passar justo o que iria para rodoviária. Contudo, eu estava curtindo tanto o momento que queria ficar lá mais um pouco. Esqueci das horas. Quando quase fiquei preocupada e pensar em desisti, o ônibus passou. Subimos nele.

Brasília era tão linda, tão fria (nos diversos sentidos) e achei até o vendedor de chocolate no ônibus simpático que quis comprar dois chocolates dele. Eu estava fascinada. Ruas bonitas. Muitas árvores. Meu Deus, como eu tive vontade morar ali para sempre ou, pelo menos, por mais uma noite. No entanto, não podia brincar com meu vôo. Minha tia estaria esperando-me no aeroporto do Rio de Janeiro às 22 horas.

Na realidade, minha avó não tinha noção alguma do tempo que demorava o ônibus para rodoviária. Demorou e muito. A vantagem é que conheci grande parte da cidade. Ele deu muitas voltas. Enfim chegamos. Quis uma sandália para calçar. Não estava mais aguentando meu tênis desconfortável. O.K, compramos a sandália. Enrolamos um pouco. Mal entramos no shopping e provei o pastel de palmito de lá. Nada demais fizemos e já iria dar 20 horas!

Meu vôo decolava às 20h40. Precisávamos de um táxi. Tipo, URGENTE. Conseguimos um. O taxista era tranquilo e, quando interagia, era de poucas palavras. Mas ainda bem, ao menos não se distrai.

Quando cheguei no aeroporto, ainda eram 19h50. Ufa! “Relaxa, vai dar tempo” eu pensei. Despedi-me ligeiro da minha avó, quase de coração partido por não poder ficar mais tempo e corri para o embarque. Nitidamente lembro-me das energias negativas do cara que me revistou. Ele afirmou que se eu não corresse mais rápido, eu certamente perderia o vôo. Mas ele não disse brincando ou preocupado, ele disse como se aquelas palavras fossem um tipo de profecia. Foi tão forte que fiquei com medo e subi a escada rolante correndo!

Cara, foi muito sinistro depois disso. Acho que há tempos eu não ficava tão apavorada. Isso vai ser assunto para a próxima crônica! 🙄

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