Publicado em Comportamento, Crônica, Pessoal

Uma reflexão sobre o aborto

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Antes de tudo: meu psicológico foi exaustivamente afetado. Hoje foi a primeira vez que assisti uma cena real de aborto. Senti tantas coisas e precisava expressar aqui uma reflexão que deveria existir. Pois bem, aviso desde já que meu ponto de vista não se baseia em qualquer religião. Sem delongas: respirar e escrever…

Quando comecei a formar minha própria opinião, acreditei que a mulher deveria ter o direito de escolher se geraria uma vida ou não. Infelizmente, há muitos casos – como estupros – em que ela gera de forma “obrigada”. Quanto a isso, minha opinião era contra, sem mesmo imaginar o quão agonizante é o processo abortivo para o feto.

Por outro lado, pensava “e se acontecesse comigo a obrigação de gerar uma vida?”. A partir daí, comecei a pesquisar mais sobre o assunto e eis que tenho dados a expor. Primeiramente, a formação do embrião não ocorre do dia pra noite. Demoram cerca de DUAS SEMANAS depois da fecundação para que ele seja formado, de fato. Isso é, para que a gravidez, biologicamente, comece. Antes dessas duas semanas, tudo não passa da mórula – um aglomerado de células. Duas semanas não são suficientes para descobrir se deseja-se ser mãe ou não?

Eu sou mulher, tenho 18 anos e a plena consciência de que não tenho condições psicológicas e financeiras para gerar uma vida agora. Isso é algo que, acredito eu, todas as mulheres deveriam (re)pensar antes mesmo de um “acidente” ocorrer. Biologicamente, as pílulas do dia seguinte não são consideradas abortíferas pelo motivo já citado no parágrafo acima. Por que esperar mais dias?

O que me preocupa sobre a legalização do aborto é a possível tendência ao descuidado de casais durante o ato sexual. Entendo que parte das feministas compreendam o que eu disse como algo sem muita lógica ou fundamento. Para elas, eu sugiro uma leitura nos livros de história. No Brasil, por exemplo, a distribuição de preservativos foi fundamental para a redução da taxa da natalidade, justamente pelos perigos que o abordo submetia às mulheres. Com a legalização do aborto, e consequentemente o aumento de segurança do mesmo, o processo desse deixará de ser um “tabu”, bem como mais acessível idem.

No caso de mulheres que decidem após as duas semanas que não querem ser mãe: doem! Doar um bebê é definitivamente menos vergonhoso – e doloroso – do que matar. Não quero que pensem que estou escrevendo isso levando em consideração apenas o meu profundo sentimento de angústia. Tudo o que escrevo é racionalmente fundamentado nos fatos. Afinal, o aborto vai, além de tudo, contra os direitos naturais da humanidade que, segundo John Locke, são a vida, a liberdade propriedade. A prova disso é a reluta de um feto no processo do aborto. Ele luta contra isso mesmo sem saber porquê almeja viver. Ser a favor do aborto é também jogar fora todas as lutas dos antepassados por esses direitos e ainda há quem diga que isso seria um avanço social?

Obrigada que você que leu até aqui. Ainda é dia das mães, então parabéns a você que teve a força para gerar uma vida, imagino que não tenha sido fácil e um agradecimento especial a minha mãe que foi guerreira e não abriu mão da minha. Ela tinha a mesma idade que eu quando descobriu, quase simultaneamente, que estava grávida e com rubéola. Agradeço-a imensamente por ter acreditado em Deus e que tudo ocorreria bem conosco, apesar de todos os medos e preconceitos que carregava nas costas. Portanto, ela não poderia ter nada menos que a minha verdadeira admiração. Ah, e gratidão também pelo meu nome tão único e de significado tão bonito que demorei algum tempo para gostar. Eu te amo, mãe! ❤

 

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E-mail: blairpttsn@gmail.com Defenda o que você acredita e tenha orgulho por quem você é!

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