Publicado em Crônica

O setembro amarelo duplicado

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Leia isso quando você estiver muito irritado (a). Isso também vale para você, B. (Eu mesma que vos escrevo).

O mês de setembro é conhecido como o de prevenção ao suicídio. Daí, é o momento de vestir a campanha amarela e tirar o assunto do tabu. Particularmente, não gosto de falar da consequência em si. Eu prefiro atuar nas causas. É o mês que tiro para buscar ser uma pessoa (e amiga) melhor a quem está a minha volta. Logo, pra mim, é o mês da gentileza, do abraço apertado, das declarações de elogios. Enfim, eu adoro setembro!

Pensei “por que não repetir a dose em outubro?”. Dessa forma, outubro de 2016 foi o meu “setembro amarelo duplicado”. Eu criei algumas regrinhas para que esse mês desse certo; como não xingar, não gritar, não revidar, apenas silêncios se não fosse para cativar coisas boas, fazer as pazes… Estava indo tudo bem, juro.

Quem me conheceu em meados de 2013-2015, sabe que eu era muito estressada. Mudei? Um pouco. Eu aprendi a ir guardando as coisas pra mim em vez de descontar nas outras pessoas. Mas, nos últimos meses, tenho buscado nem isso fazer. Apenas não somar na minha vida as coisas que não me fariam melhor. Então, ao ouvir um desaforo, comecei a pensar duas vezes “vale a pena discutir?”; se a resposta fosse não, ignorava. Assim fui seguindo.

Foi nesse mês que aprendi que vale muito a pena ficar em silêncio e esquecer do que tentar “ganhar” uma briga. Eu sei o quão difícil isso é, porque eu detesto “perder”. Sendo assim, busquei um novo significado de “ganhar” na minha vida. Sinceramente, eu prefiro ser a pessoa que não diz nada e vai embora. Isso é muito mais libertador e aconselho a tentar.

Às vezes, a gente só precisa viver um mês após o outro. Não nos enganemos pensando que podemos mudar da noite pro dia. Eu sempre ficava encantada com a gentileza das pessoas. Pensei “eu quero ser assim também”. Estava cansada de acumular momentos de brigas em vão. No entanto, isso não quer dizer que hoje não me irrite pra valer.

Eu descobri isso no ônibus, quando uma amiga falou que eu nem parecia estar tão indignada, uma vez que não estava xingando ninguém. Na verdade, eu estava tentando procurar paz ao invés de ficar lembrando. Contudo, de alguma forma, eu estava sentindo algo muito estranho, apertando meu peito, eu estava nervosa e passando mal. Em outras palavras: eu estava com raiva e foi estranho sentir isso depois de tanto tempo. Mesmo assim, eu precisei ser firme “não vai ser isso que vai acabar com o meu setembro amarelo duplicado!”.

Então, se você estiver no mesmo barco que eu (bastante irritado), aí vão minhas sugestões:

Desabafe! Diga como você se sente, apenas isso. Depois, fique sozinho com algo que te faça esquecer do problema. No meu caso, estou ouvindo X do Ed Sheeran e escrevendo. Amanhã é o outro dia e uma nova oportunidade para você dar o melhor para as outras pessoas. Se doe. A vida recompensa. É uma promessa. ❤

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

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