Publicado em Crônica

Querida Flor de Lótus

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Escrevi ouvindo Home – Gabrielle Aplin

As pessoas lá fora parecem mais felizes. Os relacionamentos mais românticos. Todo mundo conseguindo o emprego dos sonhos. A vida parece estar funcionando para eles. E nos perguntamos aqui quando a vida vai começar a fazer sentido para nós?

Eu sinto as coisas desorganizadas mesmo quando está tudo no lugar. Eu arrumo várias vezes a mesma prateleira. Limpo o chão. Perfumo a casa. Ainda parece confuso, um caos. Eu me sinto desconfortável até para dormir. Rolo várias vezes na cama. Desbloqueio o celular. Como conseguem sorrir todos os dias, todas as horas?

A vida parece uma droga. E o efeito colateral é a ansiedade para acontecer alguma coisa, uma única coisa, uma única peça do dominó que faça tudo valer a pena. Não se sabe o que é. Não se sabe exatamente onde fica. Mas o problema mora aqui dentro. Invade nossas mentes de pensamentos angustiantes que fazem nossos corações almejarem parar por alguns segundos.

Tentamos sair de casa. Tomamos coragem para enviar algumas mensagens. Conhecemos até lugares novos. Estamos a fim de conhecer outras pessoas. Estamos a fim de descobrir uma sensação nova. Estamos a fim de fugir de nós mesmos. É difícil morar dentro de quem nós somos. Ninguém mais conhece tanto os nossos defeitos, nossos medos e fracassos quanto nós mesmos. São fantasmas que saem dos pesadelos. Queremos acordar, mas é vida real.

E o segredo para lidar bem com isso: paciência.

Paciência com quem somos. Paciência e não julgamento. Menos comparação e mais paciência. Paciência para vestir a melhor roupa e o melhor sorriso. Paciência para encarar um espelho e dar boas-vindas ao futuro, o nosso presente. Não se pode fazer nada com quem já fomos e o que fizemos. No entanto, ainda temos o dia todo para recomeçar.

Amanhã, já não seremos os mesmos. E o que fará valer a pena tentar de novo é o encontro tão esperado que aguardamos com o nosso sentido, a nossa felicidade, a qual só poderia morar em nós mesmos. Pra isso, não é preciso colocar tudo no lugar; mas, nos colocarmos no nosso e aceitarmos que não é apenas na grama verdinha que se pode florir.

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

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