Publicado em Crônica

Feminismo – um estilo de vida

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Hoje quero falar um pouco sobre feminismo. Não sou uma dessas ativistas que vão às ruas. Não porque eu não defendo os ideais do movimento; mas, porque, na verdade, não me sinto segura o suficiente nesses protestos. Não é por falta de vontade. Aliás, acho que protestar é muito mais que brigar por uma causa, é um estilo de vida.

Ainda sonho em viver num mundo com mais igualdade entre gêneros. Acredito que ainda temos muito a avançar. Desde minha adolescência, eu sofro com várias interrogações sobre até onde eu posso e não posso. Com o amadurecimento vindo através de muita pesquisa e leitura, eu descobri que existia uma explicação que precedia essas questões: eu era mulher.

Quanto eu tinha uns treze anos, mudei de escola e precisei escolher uma modalidade esportiva como atividade extracurricular. Escolhi fazer taekwondo. Era legal! As aulas eram animadas, aprendia a chutar e me divertia. Na saída, eu encontrava com as meninas do balé e do vôlei na frente da escola para esperar os pais. Certa vez, elas debocharam sobre eu ter escolhido fazer coisa de “menino”. A partir disso, começaram a me chamar de “sapatão”. Na época, eu me senti um pouco confusa e ofendida.

Muita coisa aconteceu desde então. Não faço mais taekwondo por falta de tempo, mas digo com todo orgulho que foi o único esporte que eu realmente gostei de fazer. Sobre essas meninas, não ouço sequer falarem delas. “Sapatão” já não me soa como ofensa. Aliás, ofensivo é ser covarde de não fazer o que se quer ao levar o que as pessoas vão pensar como prioridade. Isso aprendi recentemente.

O que eu quero dizer é que, desde cedo, ouvimos clichês que tentam nos limitar. Bem, semana passada, eu passei no vestibular. É nesse momento o qual os meninos raspam a cabeça e eu quis fazer algo parecido. Pensei “por que não?”. Mas as pessoas tendem a criticar “isso não combina com o seu rosto” ou “isso é cabelo de homem”. Queria saber se quando os homens vão cortar cabelo também são interrompidos por tantas observações e críticas ou apenas cortam como querem e tudo bem assim.

Se você quiser criar coragem para fazer algo com o seu corpo, seja vestir uma roupa ousada ou uma tatuagem: vá em frente. O CORPO É SEU. E essa é uma das principais causas que não só defendo como vivo. Pra mim, ser feminista é isso: conquistar a sua liberdade de ir, vir e viver.

O machismo está presente em pequenos comentários que se tornam praticamente uma doutrina. A massa quer nos ensinar como viver. Eu poderia escrever um livro com todas as minhas queixas (aliás, seria uma boa ideia!), porque são frequentes nossas dúvidas e medos sobre o que é ser mulher no século 21.

Será que somos e estamos seguras sendo quem queremos ser? Será que podemos andar despreocupadas nas ruas? Será que podemos seguir em qualquer carreira que seremos respeitadas? Será que podemos casar e se não der certo divorciar que ninguém vai reclamar? Ou será que podemos nem mesmo casar que seremos aceitas, ainda assim, como moças de família? Será que podemos qualquer coisa?

We can do it?

A verdade é que não, ainda não. Porém, não é uma guerra perdida. Não precisamos de holofotes nem microfones para gritarmos nossas lutas diárias. Precisamos encarar uma de cada vez e mostrar que SIM, com um voto de (auto)confiança: NÓS PODEMOS FAZER ISSO.

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Autor:

19 anos. Acadêmica de Relações Internacionais e apaixonada por histórias de amor.

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