Publicado em Comportamento, Curiosidades, Música

Gaga’s day

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“Algumas mulheres escolhem seguir os homens, e outras escolhem seguir seus sonhos. Se você está se perguntando em qual direção seguir, lembre-se de que sua carreira jamais acordará de manhã e dirá que não te ama mais.” – Lady Gaga

Começando o post de uma maneira diferente, queria venerar Lady Gaga publicamente. É aniversário dela e a citação acima foi um dos conselhos que eu ouvi no comecinho da minha adolescência e não esqueci nunca mais.

Talvez vocês tenham percebido que eu já não escrevo tantos romances ruins quanto antes. Quando eu era mais nova, eu queria casar com uma carreira que não sabia direito como nem qual. A questão é que está acontecendo o que eu tanto almejava. E quando termino mais um “bad romance”, eu fico de boas porque eu tenho a certeza que meus livros continuam no mesmo lugar e eles são apenas uma ponte para a carreira que estou sonhando.

É engraçado isso sobre as pessoas terem um certo “preconceito”. Aposto que a maioria de vocês não imaginava que Gaga poderia ter me influenciado de alguma forma. Eu poderia me estender muito mais sobre as coisas que aprendi com ela. Mas acho que tudo se resume em aprender ser “forte” e autoaceitação.

Happy Gaga’s day, gaveteiros and little monsters. ❤

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Publicado em Comportamento, Crônica

O padrão perfeito

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Escrevi ouvindo Shape Of You – Ed Sheeran

Uma das coisas que parei de insistir foi parar de tentar agradar todo mundo. Isso é impossível!

Quando algum grupo não gostava de mim, eu ficava procurando resolver meus vários defeitos. O que acontece é que só é defeito dependendo da perspectiva. Por exemplo, eu sou muito espontânea. Algumas pessoas gostam disso, outras não. Eu sou só uma, não posso ser duas (caso contrário, deixaria de ser eu). Humanamente, é impossível agradar a todo mundo.

Mas eu cresci achando que eu deveria ser uma pessoa “melhor”. Com isso, eu imaginava que eu sempre era a problemática em questão. A partir do momento que eu encarei meus conflitos internos, eu percebi que nunca ficaria em paz enquanto eu me preocupasse tanto em me encaixar num padrão.

Aliás, ainda existe padrão?

Ainda há pouco, eu estava ouvindo uma playlist de funk e agora estou na playlist de românticas internacionais.

Enfim, a gente precisa se aceitar mais e admitir ser único. Existem pessoas que vão nos abraçar e nos dizer o quanto somos especiais. Conheço algumas que me acham até “fofa” quando estou explodindo de estresse. Elas me vêem com óculos cor-de-rosa e isso é tão amável. E eu conheço outras que nunca tiveram oportunidade de me conhecer de verdade e não gostam de mim. Também existem as que conheceram e não gostaram. Isso é absolutamente normal; eu também detesto um montão de gente. Tudo bem assim, se colocarmos o respeito em primeiro lugar.

Se não fosse me incomodar, eu tatuaria “me dá um chance de te fazer sorrir” na minha testa para que quem nem me conhecesse tivesse a oportunidade 0800 de perceber que eu posso ser gente boa. No entanto, fica o mistério no ar. Todo mundo tem o seu. Eu, na verdade, costumo ser um livro bem fechado. Você só leria se tivesse muita curiosidade e soubesse persuadir. Porém, eu adoro contar histórias.

Acho bobagem imaginarmos que poderia existir um padrão perfeito. Eu lembro que quando eu era mais nova, eu idolatrava tantas garotas e até queria ser amiga delas. O que aconteceu é que elas nem me queriam por perto. Depois de um tempo, eu percebi que a gente merece ficar perto é de quem gosta da gente e, por essas pessoas, vale a pena fazer um esforço para fazê-las mais felizes.

Publicado em Comportamento, Crônica, Diário

Transbordando

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Olá, gaveteiros. Como vocês estão?

Se algum de vocês conversassem com a Blenda de 2015 e a contasse que ela deixaria de ter vergonha de assinar as próprias crônicas – se escondendo atrás do seu pseudônimo – e escolheria o curso que sonhava sem medo de ser feliz, ela não acreditaria! Ela bateria o pé e diria “claro que não“, achando muita graça.

Eu não sei explicar exatamente o que aconteceu no caminho. Foram tantos baixos que eu cansei. Eu queria conhecer os altos também. Eu colocava limites sobre mim mesma e eles deixaram de fazer sentido quando eu me dei asas para me conhecer melhor.

(E agora nem as fronteiras serão meus limites “R.I pra não chorar!” hahsuahs).

O que eu quero dizer é que eu ainda estou me adaptando a essas mudanças internas e exteriorizando sem perceber. É como se eu me sentisse livre, completamente livre para correr atrás dos sonhos que há um tempo eu nem sabiam que existiam dentro de mim e que seriam mais possíveis agora.

Às vezes, numa situação de insatisfação, é preciso arriscar. É preciso ter coragem. É preciso autoconfiança. É imprescindível abrir os braços às oportunidades e se aceitar como suficiente para fazer bom proveito delas. Não é justo sermos menos do que queremos ser. A gente precisa viajar no mundo da lua, de vez em quando, e redescobrir a criança que não tinha medo do mundo e acreditava que poderia fazer dele o que quisesse.

Eu não ando escrevendo com tanta frequência. Talvez eu esteja na fase de preferir ouvir e ler mais. Aliás, eu adoro ouvir histórias. Estou num momento de encarar que eu tenho muito a aprender, não só com livros ou aulas, mas com as pessoas. Estou me doando mais desde diálogos corriqueiros às discussões mais profundas.

Eu não quero escrever por escrever. Eu quero escrever para mudar – e, se eu for boa o suficiente, melhorar – o dia de quem me lê e eu mesma, claro. O blog, os meus leitores, significam muito pra mim e se não for para escrever com todo o meu sentimento, eu posso desaparecer por alguns dias, mas eu volto quando estiver transbordando! ❤

Enfim, só para não pensarem que eu não me importo – ou coisa do tipo – eu vou contando para vocês sobre minha nova fase (não só universitária, como a Blenda que está amadurecendo) e, para quem gosta de Instagram, ficarei pertinho de vocês pelo @cronicasdagaveta. Um abraço de urso e até o próximo post! 😉

Publicado em Crônica

Mergulhe

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Escrevi ouvindo Better – Kodaline

Conversa comigo sem segredos, olhando nos meus olhos (ou para você mesmo). Começa me contando um pouco sobre você, sobre a parte que ninguém vê e você finge não se importar tanto. Quero que saiba que, para mim, não adianta disfarçar. Tuas inseguranças não me são estranhas. Elas são tão tuas quanto minhas, quanto nossas, quanto de todo mundo.

Se você quiser segurar uma mão para desafiar o mundo, eu tenho duas. Você não precisa viver sob condições das amarras imaginárias que te atormentam quando você apenas queria fechar os olhos e ter uma boa noite de sono. Até quando você pretende colecionar essas insônias? Viver parece um pesadelo e, na maioria das vezes, só é preciso sonhar. Comece fechando os olhos.

Mergulhe dentro de si. Seja só você mesmo. Se perca e naufrague se for preciso. Ninguém encontra aquilo que nunca perdeu. Tudo bem assim.

Por que você demonstra não sentir? Isso te torna menos sensível ou é apenas uma armadura? Por que você não retorna as ligações? Parece que você quer se esconder de todo mundo que ainda se importa. Por que você mente que tem tarefas pra fazer mais tarde? Você prefere não sair pra enganar sobre não saber como socializar ou o que dizer?! Eu não preciso que você me conte a piada do ano para que eu queria te ouvir. Só fala comigo. Isso é suficiente.

Você tem uma péssima impressão das pessoas. Nem todas estão aqui para te criticar ou te fazer colocar os pés no chão. Você conta que não tem sonhos porque já é realizado ou para se sentir menos frustrado? Você precisa parar de fugir de si mesmo. Você pode abraçar o mundo inteiro se quiser. Você pode fazer qualquer coisa. Mas, primeiro, nada disso vai fazer sentido se você não começar a ser você.

 

Publicado em Comportamento, Crônica

Juntas, nós podemos fazer isso.

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Escrevi ouvindo Play Date – Melanie Martinez

Ontem foi dia das mulheres e compatível também o aniversário da minha poodle Melanie e o resultado do processo seletivo da Unifap. Foram tantas coisas que não tive como separar um espacinho para publicar aqui alguma coisa. No entanto, como expressante feminista que sou: todo dia é dia da mulher. 

Sabe, ainda é complicado ser mulher no século 21. Não é só uma questão de trocar de calçada quando se sente insegura. Vai além disso. Eu sinto que ser mulher é como viver por conquistas todos os dias. É como se precisássemos constantemente provar quem somos e o que viemos fazer.

Todas as vezes que me imagino na carreira de internacionalista, é fazendo representatividade não só dos interesses particulares pelos quais fui contratada ou concursada, mas também da mulher brasileira, a mulher guerreira. Aquela mulher que se doou ao máximo para passar no vestibular, que contou os centavos para as xerox, que pegou muitos ônibus, que precisou ouvir cantadas ridículas quando saía um pouco mais arrumada de casa, que não ganhou nada de graça, que foi à luta.

Ser mulher e conquistar um destaque no que se faz não é fácil. Às vezes, somos cercadas por intimidações que nos fazem questionar se somos boas o suficiente. Ser mulher também é ter muitos sonhos e tentar arrumar um “jeitinho” para dar conta de todos eles: seja uma carreira, família, um lar, uma viagem ou todos juntos numa vida só.

Fazer parte desse time, é uma dádiva. Nós, mulheres, podemos fazer o que quisermos. É só uma questão de conquista. Se temos, hoje, privilégios de direito de voto, educação e até trabalho é porque grupos feministas lutaram por isso. No entanto, nossas vitórias não acabam por aqui. Existe, a cada dia, um espacinho a ser conquistado. Não é apenas uma questão de gritar o que queremos, mas caminhar para o encontro dos nossos desejos. Eu acredito na minha geração. Juntas, nós podemos fazer isso.

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Hoje, eu volto sozinha

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Escrevi ouvindo Happier – Ed Sheeran

Eu me sinto sozinha e triste, mesmo quando existe uma festa a minha volta. Eu não sei dançar, mas, se você estivesse aqui, saberia como me conduzir nos teus passos para me distrair. Desculpa por todas as incertezas e inseguranças. Eu não me sentia pronta o suficiente para te dizer que te amava. Na verdade, só faltava coragem. Pronta mesmo eu não estou para ficar sem você.

Não existe mais ninguém que tire das minhas mãos o álcool como você fazia. Você sabia o quanto eu passaria mal pela manhã depois da terceira dose. Você cuidava tanto de mim que eu não conseguia ver até perceber que não conheço alguém que faria o mesmo senão você. Eu sei que poderia ter sido mais como você e cuidado melhor do seu coração.

E, quando era hora de voltar pra casa, era você quem me levava. Você me fazia dormir e certificava que eu ficaria segura do frio ao me cobrir, antes de ir embora. Trancava e jogava a chave por debaixo da porta, porque lembrava do quanto eu era esquecida. Você sempre demonstrava amor em tudo o que fazia, em qualquer hora. Eu não sabia amar alguém como você. Eu não sabia demonstrar todo o amor que você precisava.

Eu volto pra casa pelas ruas escuras dessa cidade com o pensamento longe, perdido onde quer que você esteja. Eu não imaginava me sentir tão desolada, vulnerável à solidão. Eu sentia ter um exército quando você era minha companhia. Eu sinto falta do teu calor. Hoje, eu volto sozinha por ter complicado o que era simples demais para acontecer: eu e você.

Publicado em Crônica

365 dias

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Olá, gaveteiros! ❤

Eu estou sempre procurando alternativas para me descobrir e conhecer melhor como escritora antes de decidir enviar algum pdf a alguma editora. Eu conto sempre com a receptividade de vocês. Então, são os primeiros a saber da novidade: publiquei um romance no Nyah!

Minha pretensão é quebrar as expectativas de quem espera ler um clichê de comédia romântica. Não sei se sou boa o suficiente, talvez eu só descubra isso quando terminar. No entanto, achei válido me arriscar e tentar. Logo, vocês já podem ler o primeiro capítulo clicando: aqui!

A ideia, a princípio, é contar a história de um cara depois do amor. Isso mesmo. Não existe mais amor. Geralmente, leio coisas sobre encontrar o amor e dificilmente sobre desencontros. O que acontece depois que o amor acaba? É algo que também estou tentando entender ao escrever essa história.

Espero de coração que leiam e construam as perspectivas junto comigo. Será um prazer enorme vocês me acompanhando por lá também. Um abraço de urso e até o próximo post! 😉