Publicado em Comportamento, Crônica

Século XXI – Mulheres “acessíveis”

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Andei questionando “o que seria uma mulher fácil?”.

Será mesmo que fazer sexo no primeiro encontro torna uma mulher fácil? Será que correr atrás quando o cara sequer te mandou mensagem no dia seguinte é ser “dada” demais? Será que convidar pra sair de novo é vacilo porque faz parecer mais acessível do que deveria?

Outro dia, estava conversando com uma amiga sobre isso: as mulheres do século XXI. Acessíveis demais ou bem resolvidas consigo mesmas? Eu não vejo o porquê se importar tanto com os preconceitos sociais se você se sente confortável para assumir seus desejos. Tudo bem que você pode ser criticada por isso ou desvalorizada até mesmo pelos caras com quem você saiu. A questão é que ser bem resolvida, objetiva e livre assusta de certa forma.

Mas o que venho te contar é que você não deveria se privar de viver sua filosofia de vida por interrogações anacrônicas. A mulher do século XXI pode ser o que ela quiser e, acima de tudo, é digna de respeito por isso. Se você não está fazendo mal a ninguém, não tem porquê se reprimir.

Ser acessível está perdendo seu significado pejorativo. Ser acessível é estar disposta a fazer aquilo o que você realmente quer. Agora, caso não queira, não precisa. E você não será nem mais nem menos mulher independente das suas escolhas. Entenda isso e apenas deixe ser.

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Você me despiu

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Escrevi ouvindo The City – Ed Sheeran

Você me despiu sem dizer que me ama. Ainda assim, você sussurrou que aquilo era prova de amor. Poderiam ter sido apenas minhas roupas no chão, mas junto com elas foram outras coisas, foram parte de mim e não é do seu feitio se importar com isso.

Eu fui incapaz de compreender o que aquilo significou pra você porque o nada é grande demais para ser ser levado em consideração. O que você quis de mim era mais do que eu poderia te dar naquele momento e muito menos do que eu poderia te dar pra sempre: todo o meu amor. Eu pensava que poderia te enganar tentando parecer boa o suficiente para acordar do teu lado nos próximos dias, mas eu não era boa nem nisso quando se tratava de nós.

Talvez, algum dia, nos encontremos numa fila de banco e você faça esforço para lembrar do meu nome. E provavelmente eu vou querer te convidar para um café outra vez. Nós poderíamos rir bastante, como fizemos na primeira vez. E você até cogitaria me levar pra casa porque não seria nenhum incômodo pra você e eu então poderia te contar todos os segredos que eu guardei.

Eu poderia te dizer tanto e pouco suficiente pareceria. Então, possivelmente, a melhor opção seria não te dizer nada. Então, eu pagaria a conta e você poderia enfim perceber que uma garota como eu não se compra nas esquinas dos bares que você frequenta. Mas, você tem a mente tão vazia e fechada que certamente não vai investir seu tempo refletindo sobre os seus erros.

Logo, nada do que eu fizer poderia despir você de moral se você nem conhece o significado dessa palavra. Você é “profissional” demais pra isso. E, após toda essa reviravolta, eu finalmente chego à conclusão que eu odiei estar com alguém despido de valores como você. Você me despiu de uma inocência que não me cabia bem. Eu até poderia te agradecer se, de alguma maneira, eu ainda quisesse te fazer me notar novamente como a garota educada que parou tudo o que estava fazendo pra te dar uma informação desnecessária no meio do caminho.

Por fim, o maior erro foi o meu por criar a expectativa que você leria meu coração se você nem se deu ao trabalho de direcionar os olhos para ler uma placa de rua.

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Como é a Blenda nas ruas?

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Esse será mais um texto para autoconhecimento. Faça o seu também e, se quiser, me envia que eu adoraria ler! ❤

Escrevi ouvindo For What It’s Worth – Buffalo Springfield

Como é a Blenda nas ruas? 

Dá “bom dia” quando se lembra. Geralmente, anda de cara fechada por não gostar muito de estranhos fazendo “gracinhas”. Mas não consegue passar mais de cinco minutos no mesmo lugar sem conhecer alguém porque detesta se sentir sozinha. Atravessa a rua correndo se vê algum amigo do outro lado porque nunca sabe quando poderá o abraçar novamente. Tem medo de atravessar fora da faixa de pedestre. Nunca usa o celular. Quando entra no ônibus, coloca os fones de ouvido. Adora andar de ônibus quando não está atrasada e tem lugar para sentar. Sempre imagina estar participando de cenas de clipes. Sonha quase o tempo todo. Quando fica muito calada é porque está fazendo planos pra daqui uns cinco anos. Costuma andar apressada por ficar chateada em chegar tarde. Para por qualquer pessoa que precise. É distraída, vive tropeçando ou coisas do tipo. Gosta de observar também todo o cenário e personagens ao redor. Desenha histórias de amor no imaginário. Entende que o sentido da vida não é necessariamente a direção porque no final todos deixaremos de existir quando partimos pro final. Permite que o vento bagunce o cabelo e sai sem muitas roupas ou maquiagem de vez em quando, porque o faz valer a pena estar por aqui é sentir.

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Insônia

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Escrevi Kiss Me – Ed Sheeran

De uma noite pro dia, a minha insônia ganhou um novo nome. Não era como se eu não conseguisse dormir. Era como se eu esquecesse que para sonhar precisava fechar os olhos. Porque, ainda que eu estivesse tentando pensar em qualquer coisa, todas as coisas significavam um pouco você.

E não importa o quanto eu me cubra, a minha saudade se confunde com o frio o qual sinto quando lembro da nossa distância. É difícil me despedir de alguém que eu nem preciso estar tocando para sentir tão intrínseco a mim. Eu não quero me entregar ao mistério de descansar em algum sonho que não seja com você.

Eu queria ter alguma chance para te contar que não sou boa em confessar o que eu sinto. Se você algum dia, porventura, me perguntasse qual o sentimento que eu escolheria sentir pra sempre, a resposta nem caberia a mim dizer porque o meu coração deixa tão clara a felicidade quando está encontrando com o seu. A verdade é que o meu sentimento favorito é você e eu não sei explicar de outra forma.

E viro de um lado pro outro. Eu desisto. Eu abro a janela. Algo me diz que eu não vou conseguir passar mais uma noite sem pelo menos te ouvir dizer alguma coisa, qualquer coisa, porque todas as coisas valem a pena se existimos nelas.

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Próxima sexta

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Escrevi ouvindo I touch myselfie  – Divinyls

Você me olha e sorri e é tão complicado adivinhar o que você está pensando. Não sei se você acha graça de mim ou comigo. Por mim, estaria tudo bem se você estivesse demonstrando se divertir só para que eu me sentisse mais especial do que o de costume.

Sabe, eu não sou alguém que se deixa levar por palavras. Eu não sou do tipo que confia em promessas. Eu prefiro ler o que os gestos me dizem e algo me diz que os teus falam mais do que realmente fazem. E ao mesmo passo que você parece próximo demais se distancia um pouco sempre que eu crio coragem de te perguntar o que vai fazer na próxima sexta.

Talvez, com essa minha postura paradoxal de boa moça, que apronta todas, você não me leve a sério; ou só leve a sério as minhas brincadeiras sobre não dar tanta importância assim. A verdade é que eu sempre fico esperando você me tirar da rotina e fazer eu voltar pra casa por um caminho diferente ou só mesmo com o calor do teu abraço por perto.

E antes de fechar os olhos pra dormir, eu lembro da minha música preferida que canta sobre coisas do coração e minha imaginação fértil me leva a contar as estrelas que é o tempo pra eu finalmente te encontrar na “próxima sexta” que só Deus sabe se um dia será. Provavelmente, eu deveria guardar as minhas inseguranças no bolso para te perguntar do que você tanto anda sorrindo ou te sugerir pular logo essa enrolação e descobrir quantas estrelas você me daria para fechar os olhos e perder a conta.

Publicado em Crônica

The One Got Away

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The One Got Away é uma daquelas músicas que marcaram a minha adolescência. Eu era uma garota tímida, fechada que não conseguia fazer amigos com facilidade. Eu era confusa sobre onde era o meu lugar no mundo. Eu me sentia estranha mesmo que em família. Eu era cercada por incertezas e medos sobre tudo, sobre mim.

Então, foi a minha fase mais incompreendida de todas porque nem eu conseguia entender porque eu não parecia boa o suficiente nada. Foi nesse período que eu me apeguei às canções sobre rejeição e arrependimentos, que descreviam tão bem o que eu imaginava passar todos os dias. É sufocante quando você sente que não pode confiar seus pensamentos obscuros a ninguém e libertador quando uma música te compreende melhor do que qualquer outra pessoa no mundo.

Sabe, foi na adolescência que eu me perdi e me sentia insegura em qualquer lugar com qualquer pessoa. E só é possível superar isso quando a gente decide que a gente pode ser quem quiser e onde quiser. Não importa se você se sentir perdido agora, é só uma questão de organizar um pouco o seu próximo destino. Você não precisa ficar aí pra sempre.

E essa canção, em especial, de alguma forma ainda me faz sofrer um pouco, porque junto com ela vêm algumas lembranças ruins; como das vezes que eu passei os intervalos no banheiro sozinha, chorando, lendo as pichações cheias de erros gramaticais por não tem nem um amigo na escola. Depois de um tempo, eu percebi que ficar sozinha não é, necessariamente, ruim; mas uma boa companhia enche a vida de cores e sentidos e tudo isso pode começar com um “Oi, eu sou a Blenda. Qual o seu nome?”. Parece tão simples, não é? E é!

Talvez isso explique porque eu faço tanta questão de falar com as pessoas que passam pela minha vida. É horrível se sentir sozinha! Eu jamais desejaria que alguém se sentisse assim. É como se você sentisse que ninguém se importa de verdade e na realidade preferissem a sua ausência. Eu queria poder abraçar todas as pessoas que já passaram por isso um dia e ser a melhor amiga de todas que estão passando. Vejo tanta gente falando sobre os “porquês” e se esquecendo que não fazer nada também pode te fazer um porquê da tristeza de alguém e você sequer cogita sobre.

Publicado em Comportamento, Pessoal

Metamorfoses

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Olá, gaveteiros!! Faz um tempinho que não faço posts mais pessoais. Vou deixar meu eu lírico um pouco de lado para conversar com vocês. Estou ouvindo Kid Abelha, cura para minhas decepções. Eu estou bastante chateada por estar gripada e tenho um textão chato pra ler e resumir.

Enfim, como que vocês andam? ❤

Não vou mentir: mesmo com alguns textos chatos, a graduação tem sido maravilhosa – na medida do possível – em todos os aspectos. Mas, especificamente, nesses últimos dias, eu tenho me sentido um pouco estranha. Okay, é comum que eu me apaixone toda semana, porém quando isso não acontece, é como se eu sentisse um “vazio”.

Eu fico procurando por coisas e pessoas pra ficar apaixonadinha o tempo todo. É como se fossem o combustível das minhas crônicas. Porém, andei pensando que é uma fase a ser aproveitada: estar de boa com todo mundo e comigo, o que é bastante raro. Porque, olha, embora os efeitos sejam bons, é uma droga estar apaixonada de verdade. É sério!

Quero dizer, é interessante ter sempre uma nova história para contar, qualquer mensagem parecer novidade, ter encontrinhos, conhecer alguém de outra perspectiva e outras coisinhas. Mas, parando por aí, o resto não é nada legal. Ah, eu preciso seguir mais a filosofia de Aristóteles e encontrar o equilíbrio na vida. Eu sou muito intensa, 8 ou 80. Isso faz mal, na maioria das vezes.

Eu entendo que eu vivo falando de sentimentos e não tenho ideia se isso parece ser sufocante pra quem escuta ou lê. Mas a gente costuma notificar aquilo o que vivemos, não é? E eu percebo que em quase tudo que eu faço eu sou movida pelo o que estou sentindo. Começando pelo próprio blog e o meu curso. Porque, pra mim, não existe motivação em ser racional com relação a fim. Não me convence pensar daqui 30 anos se eu estou sujeita a metamorfoses até lá.

Ser racional é pensar muito no que o agora reflete no futuro e não faz sentindo pensar em futuro se eu não tenho ideia de quanto tempo falta para chegar lá. Eu me baseio mais em um “você só vive uma vez” e ponto: .

E eu me permito sentir o que eu preciso sentir porque isso, pra mim, é viver. Eu me permito descobrir com meus próprios olhos e correr riscos pra aprender alguma coisa nova e me reinventar no meio de um possível caos. Eu sei que talvez seria bom seguir mais os conselhos dos mais sábios. Contudo, cada vida é uma vida diferente da outra. Me deixa tentar e me deixa ser eu mesma manifestando o que se passa no meu coração. Isso importa pra mim. Não me peça pra ser menos, pra mudar de assunto, pra não ser tanto como eu prefiro ser.