Publicado em Crônica

The One Got Away

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The One Got Away é uma daquelas músicas que marcaram a minha adolescência. Eu era uma garota tímida, fechada que não conseguia fazer amigos com facilidade. Eu era confusa sobre onde era o meu lugar no mundo. Eu me sentia estranha mesmo que em família. Eu era cercada por incertezas e medos sobre tudo, sobre mim.

Então, foi a minha fase mais incompreendida de todas porque nem eu conseguia entender porque eu não parecia boa o suficiente nada. Foi nesse período que eu me apeguei às canções sobre rejeição e arrependimentos, que descreviam tão bem o que eu imaginava passar todos os dias. É sufocante quando você sente que não pode confiar seus pensamentos obscuros a ninguém e libertador quando uma música te compreende melhor do que qualquer outra pessoa no mundo.

Sabe, foi na adolescência que eu me perdi e me sentia insegura em qualquer lugar com qualquer pessoa. E só é possível superar isso quando a gente decide que a gente pode ser quem quiser e onde quiser. Não importa se você se sentir perdido agora, é só uma questão de organizar um pouco o seu próximo destino. Você não precisa ficar aí pra sempre.

E essa canção, em especial, de alguma forma ainda me faz sofrer um pouco, porque junto com ela vêm algumas lembranças ruins; como das vezes que eu passei os intervalos no banheiro sozinha, chorando, lendo as pichações cheias de erros gramaticais por não tem nem um amigo na escola. Depois de um tempo, eu percebi que ficar sozinha não é, necessariamente, ruim; mas uma boa companhia enche a vida de cores e sentidos e tudo isso pode começar com um “Oi, eu sou a Blenda. Qual o seu nome?”. Parece tão simples, não é? E é!

Talvez isso explique porque eu faço tanta questão de falar com as pessoas que passam pela minha vida. É horrível se sentir sozinha! Eu jamais desejaria que alguém se sentisse assim. É como se você sentisse que ninguém se importa de verdade e na realidade preferissem a sua ausência. Eu queria poder abraçar todas as pessoas que já passaram por isso um dia e ser a melhor amiga de todas que estão passando. Vejo tanta gente falando sobre os “porquês” e se esquecendo que não fazer nada também pode te fazer um porquê da tristeza de alguém e você sequer cogita sobre.

Publicado em Comportamento, Pessoal

Metamorfoses

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Olá, gaveteiros!! Faz um tempinho que não faço posts mais pessoais. Vou deixar meu eu lírico um pouco de lado para conversar com vocês. Estou ouvindo Kid Abelha, cura para minhas decepções. Eu estou bastante chateada por estar gripada e tenho um textão chato pra ler e resumir.

Enfim, como que vocês andam? ❤

Não vou mentir: mesmo com alguns textos chatos, a graduação tem sido maravilhosa – na medida do possível – em todos os aspectos. Mas, especificamente, nesses últimos dias, eu tenho me sentido um pouco estranha. Okay, é comum que eu me apaixone toda semana, porém quando isso não acontece, é como se eu sentisse um “vazio”.

Eu fico procurando por coisas e pessoas pra ficar apaixonadinha o tempo todo. É como se fossem o combustível das minhas crônicas. Porém, andei pensando que é uma fase a ser aproveitada: estar de boa com todo mundo e comigo, o que é bastante raro. Porque, olha, embora os efeitos sejam bons, é uma droga estar apaixonada de verdade. É sério!

Quero dizer, é interessante ter sempre uma nova história para contar, qualquer mensagem parecer novidade, ter encontrinhos, conhecer alguém de outra perspectiva e outras coisinhas. Mas, parando por aí, o resto não é nada legal. Ah, eu preciso seguir mais a filosofia de Aristóteles e encontrar o equilíbrio na vida. Eu sou muito intensa, 8 ou 80. Isso faz mal, na maioria das vezes.

Eu entendo que eu vivo falando de sentimentos e não tenho ideia se isso parece ser sufocante pra quem escuta ou lê. Mas a gente costuma notificar aquilo o que vivemos, não é? E eu percebo que em quase tudo que eu faço eu sou movida pelo o que estou sentindo. Começando pelo próprio blog e o meu curso. Porque, pra mim, não existe motivação em ser racional com relação a fim. Não me convence pensar daqui 30 anos se eu estou sujeita a metamorfoses até lá.

Ser racional é pensar muito no que o agora reflete no futuro e não faz sentindo pensar em futuro se eu não tenho ideia de quanto tempo falta para chegar lá. Eu me baseio mais em um “você só vive uma vez” e ponto: .

E eu me permito sentir o que eu preciso sentir porque isso, pra mim, é viver. Eu me permito descobrir com meus próprios olhos e correr riscos pra aprender alguma coisa nova e me reinventar no meio de um possível caos. Eu sei que talvez seria bom seguir mais os conselhos dos mais sábios. Contudo, cada vida é uma vida diferente da outra. Me deixa tentar e me deixa ser eu mesma manifestando o que se passa no meu coração. Isso importa pra mim. Não me peça pra ser menos, pra mudar de assunto, pra não ser tanto como eu prefiro ser.