Crônica

O que eu sinto por você?

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Essa é uma das perguntas difíceis que você nunca me fez. Ainda bem. Já pensou eu me enrolando toda para responder? Eu nem saberia por onde começar… Na verdade, você quase não me pergunta nada e sequer me cobra. E ao passo que um relacionamento fechado torna uma pessoa da outra, você não faz de mim propriedade. E mesmo livre eu prefiro estar apertada dentro da tranquilidade do teu abraço.

Tudo bem que a portinha do meu coração estava quase fechando quando você decidiu entrar devagarinho. Estava quase fechando de tanta gente que passou por aqui e fez bagunça. Fez bagunça, me deixou confusa e foi embora sem sentir qualquer remorso. E por um pouquinho que eu não desisti de arriscar isso acontecer de novo.

E parece que você chegou mesmo na hora certa: quando eu já tinha me envolvido com pessoas tão diferentes de você pra ter a certeza de que eu não gostaria de cometer os mesmos erros outra vez.

É engraçado como dizem que o tempo desgasta e as coisas de sempre fazem cair numa rotina chata, sendo que tudo ainda parece tão mágico com você por perto, embora os costumes permaneçam os mesmos e o tempo passe cada vez mais depressa… Quando você está de olhos fechados no meu colo recebendo carinho, eu me questiono porquê não descobrimos isso antes e lembro mais uma vez que descobrimos isso no tempo certo.

Quero dizer, somos tão novos. Estamos no comecinho do curso. Prestes a iniciar a vida adulta e sonhando com os dias nos quais vamos trabalhar com aquilo que nós depositamos tantas energias positivas. E, sobretudo, estamos dividindo essa fase de expectativas juntos.

Eu acho tão bonita tua forma de ver a vida com simplicidade e dizer coisas bobas que te fazem sentir bem, do tipo “é tão ventilado aqui” e você desperta meu lado bobo de rir de todas as coisas. Eu acho bonita a forma como você me olha também e por isso eu não te cobro frases de amor prontas google pesquisar. Você me diz tanto sem dizer nada e quando tenta dizer se atrapalha todo. E eu poderia achar isso um defeito e ficar chateada, mas que nada… A verdade, ainda que eu pareça levar a sério, eu acho graça sobre você ficar perdido nas palavras.

Eu acabei de notar que fui falando tantas coisas e não falei justamente o que eu sinto por você. Dessa vez, eu não quero nomear aqui os sentimentos. Então vou deixar o texto fluir assim como o que eu senti por você na primeira vez, entre tantas vezes, a qual você me abraçou e por dentro eu reagi estranho feito borboletinhas no estômago e ri de nervoso mas você nem percebeu.

E, desde então, sentir se tornou menos complicado. E, mesmo antes de você criar coragem pra namorar comigo, eu já apostava que a gente já se correspondia: queria se ver quase todo dia. E nada mudou tanto assim do começo pra cá, embora eu sempre ressalte que ainda estamos no comecinho porque parece muito longe de acabar. E de lá pra cá eu também tomei uma coragem que eu não imaginava que poderia existir em mim um dia: ser tanto pra você.

Me permiti admitir isso e principalmente deixar você me conhecer como ninguém mais conhece tão bem. E você não correu e não corre mesmo quando eu abro caminho e digo que você é livre e eu conseguiria superar depois. Você toda vez encontra uma alternativa boba para me ganhar de volta e me faz arrepender de ter dito palavras tão duras. E daí  em diante já não quero te soltar mais (nem quando você vira pro outro lado quando está dormindo).

Você cuida do meu coração e segura minha mão como se estar apaixonado por alguém fosse a vulnerabilidade mais segura do mundo. E eu pensei que seria mais assustador estar no meu cronograma (leia-se: encontrar reciprocidade até os 21) por talvez não conseguir mais escrever as crônicas de sempre reclamando sobre o amor. E você me fez tomar mais uma dose de coragem que eu desconhecia para escrever o texto mais sincero sobre o amor romântico que eu sinto por alguém e dizer só “eu te amo” pareceria muito insuficiente comparado a tudo que eu gostaria de encontrar nomes para descrever pra você. Então deixei entrelinhas sentimentos que não precisam ser concretizados em grafias.

E a verdade é que ao passo que você me fez tomar forma de uma nova versão – ou, muito provavelmente, a minha antiga versão como se ninguém jamais tivesse maltratado meu coração – eu nunca precisei me despedir de parte de mim mesma para fazer parte de você. E eu nunca preciso trocar nada por você porque agora você parece estar em todos os lugares, em todas as coisas, em mim mesma, nas mais bonitas lembranças. O que eu sinto por você se resume nisso: nós.

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