Crônica

Existe vida depois do primeiro término

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Faz uma semana que meu primeiro namoro terminou. É verdade que ele deveria ter terminado antes. Faltou coragem. Faltou amor (próprio). E finalmente eu tinha um novo mundo para redescobrir: quem eu havia me tornado depois dele, lugares novos e pessoas diferentes. Eu tinha um mundo pela frente. Chega de chorar sozinha como se meu quarto fosse meu refúgio. Clichê, mas, eu precisava me tornar o meu próprio lar.

Eu viajei sozinha pra tão longe, sem conhecer as cidades, as pessoas ou os ônibus que eu deveria pegar pra chegar no meu destino. Eu não tinha ninguém. Só a mim mesma. Que gostosa a sensação de se levar para passear… E falar com gente estranha mesmo: reclamar do frio e aproveitar pra descobrir “onde fica a próxima rodoviária?”.

E na rodoviária de Campinas, a vida me deu um presente: Hermann Hesse para desorientados estava na promoção. Comprei por dez reais. Eu prometi a mim mesma que eu ouviria meus próprios conselhos e adotaria uma filosofia de vida mais leve. Obrigada, destino…

Pode parecer um pouco triste terminar o dia e você não ter a quem ligar ou a quem abraçar. E por que me preocupei tanto de esse alguém ser sempre um namorado? Está na hora de fazer novos amigos. Está na hora de me aventurar, abrir o coração e tudo bem se não der certo ou não durar pra sempre. O que importa mesmo é ter a mim. O que importa é olhar pra mim e querer cuidar de mim sem tentar me esconder (porque isso não é proteção ou defesa: é deixar o mundo girar lá fora!).

É um outro capítulo que não precisa ser de amor. Quero assistir meus filmes e pausar a qualquer momento, colocar num idioma e legenda diferentes. Quero descobrir séries ou desenhos novos que talvez ninguém tivesse interesse de assistir comigo. E agora estou pensando em mudar meu cabelo que já não combina com minha rotina (e talvez personalidade). Quero ler os livros que eu gosto e esquecer do tempo. Quero acordar cedo e dar bom dia pra mim mesma.

Tem uma vida toda depois do primeiro término. As primeiras solidões são as mais difíceis. Mas agora finalmente parece real que foi a melhor escolha. Quem sabe, eu também volte a fazer yoga?!

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