Comportamento, Crônica

Solteira sim, sozinha…

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Solteira sim, sozinha… É segredo! 😛

Deve estar fazendo um mês que meu primeiro namoro terminou. O primeiro de muitos? Sabe Deus! Mas desistir do amor nunca será opção.

Quando nós terminamos, eu não sabia muito bem o que fazer além de conversar com os livros e reclamar com os amigos de sempre. Eu não sabia se era uma notícia dessas que a gente coloca em Facebook ou informa as pessoas ao redor. Eu estava perdida. Deixei passarem algumas semanas… Tive uma das melhores sextas da vida e percebi que era o momento certo: eu já estava inteira sem você.

Não vou fazer de conta que não doeu, que eu não chorei por alguns dias e até implorei para voltar. Não vou fazer de conta que passar tanto tempo sozinha era costume. Ficar sem tua preocupação diária me preocupou… Mas já passou.

E na última sexta eu me dei conta que eu tinha um melhor amigo que eu nunca precisei me diminuir ou me esforçar demais pra minha relação com ele ser bem sucedida. E eu me senti tão a vontade pra ser eu mesma. Pra ouvir as músicas que eu gosto e dançar sem muito ritmo sozinha. E eu sabia que se quisesse olhar pro lado, ele continuaria lá sem julgamentos. Isso é amor.

Quando me perguntaram se o amor acabou entre nós… Eu lembrei que o amor acabou pelo o que você disse que não sentia mais. Mas, eu penso que talvez nunca tenha sido um sentimento grande demais. O que havia demais entre nós era uma pressa e uma carência do tamanho do mundo. E entre nós sempre houve um julgamento pelas formas de viver e pensar tão diferentes. Não tivemos amor o suficiente e nos demos conta disso no final. Na verdade, você se deu conta disso antes de mim.

E, então, eu fui me adaptando a não ter todo dia alguém para sonhar junto. Eu acordei em algumas madrugadas e me abracei pra dormir. E de manhã não fez mais sentido ter pressa para abrir o whatsapp. E, em algumas tardes, eu realmente preferia ficar sozinha. Eu me levei para passear. Perguntei “qual foi a última vez que você comeu chocolate?” Ah, eu nem lembro! “Vou comprar um todinho pra você”. Comi chocolate sem culpa enquanto lia um livro com fones de ouvido sozinha no shopping. Foi tão gostoso me sentir eu mesma, me sentir inteira.

Nessa mesma semana, eu voltei pro castanho e depois cortei sem perguntar se você acharia que eu ficaria mais bonita assim. Ainda não me acostumei com a franja. Mas tem sido uma boa ideia planejar as coisas sem pedir opinião. É estranho também como eu posso despertar interesse em outras pessoas. Antigamente, você seria a única no mundo interessante para mim.

E sobre as outras pessoas e, quem sabe, a sorte de um novo amor: sem pressa e sem essa história de “você me completa”. Não quero mais amar tanto alguém a ponto de faltar amor a mim mesma. Eu estou mais segura agora porque tenho a mim. Solteira sim e bem acompanhada ainda que não tenha alguém do lado porque o melhor amor vem de dentro.

 

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