Comportamento, Crônica

Limites: você conhece os seus?

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Quando nos relacionamos com o outro, devemos nos permitir conhecer os nossos limites. Eu tenho percebido que as pessoas dificilmente observam a linguagem não verbal. Então, não adianta apenas você fechar a cara quando não gostou de algo. Você realmente precisa falar como se sente e em vez de ficar torcendo para a outra pessoa adivinhar.

Ao sair de um relacionamento, é normal que a gente procure o erro no outro e na gente. Conhece a história do elástico? O elástico é como o nosso limite. E cada pessoa segura uma ponta do elástico. Vamos esticando o limite. E se esticarmos demais: ele arrebenta e alguém se machuca.

Antes de você cogitar ter o outro como o amor da sua vida: conheça seus limites. Isso é tão importante para não sair beijando os mesmos erros… E é bem fundamental para saber se vai fazer bem mandar mensagem no dia seguinte. E principalmente: você quer o mundo, eu te dou. Não é qualquer um que merece entrar no seu mundinho.

Vou contar sobre duas pessoas que eu saí recentemente e, obviamente, usar nomes fictícios para eles. Antônio e Ricardo.

Antônio era um fofo. Nós conversamos bastante antes de nos encontrarmos. Quando nos encontramos, conversamos bem menos porque nos atraímos e nos beijamos no resto da noite. Saímos várias vezes depois. Ele finalmente estava me deixando conhecê-lo por dentro. E eu estava me encantando por isso e até criando uma história de amor na minha cabeça. E, por isso, eu percebi que me machucaria se essa história não passasse da minha imaginação. Contei pro Antônio como eu me sentia. Ele disse que não sentia o mesmo. Rompemos.

Eu respeitei meu limite. Não adianta eu fazer de conta que vou ficar bem com um sentimento que não é recíproco.

Ricardo era bonitinho. Nos conhecemos por aí. Conversamos pouco também. Não demoramos muito para nos beijar. E foi bem legal. Mas Ricardo não estava interessado em continuidades. Não trocamos mensagens depois. E ficou tudo bem.

Mais uma vez, eu respeitei o meu limite e os deles.

Às vezes, nós realmente sabemos quais são as atitudes dos outros que nos fazem mal. O problema é quando elas se encondem num beijo muito bom e um corpo atraente: queremos enfeitar tudo e pensar como serão nossos futuros filhos! Está errado. Gostou do que viu? Fica, curte a companhia e tudo bem. Agora o outro não está com cara de amor da sua vida? Nem apresenta pra sua família. Não será uma boa ideia se envolver emocionalmente.

Eu estava assistindo um vídeo o Guilherme Pinto que faz muito sentido. A lição era assim:

Você odeia cigarro. Aí você sai com um fumante. Você deixa se apaixonar por ele mesmo sabendo que ele fuma. Vocês começam a namorar. A coisa fica séria e vocês vão morar junto. Depois do trabalho, ele costuma acender um cigarro para relaxar. Ele faz isso há uns cinco anos. Você começa a se irritar. Depois de uma semana, você reclama com ele. Ele não vai parar. É o momento dele. Você fica transtornada com o cheiro e com a ausência dele. Vocês começam a brigar. Você se ilude achando que pode mudar o costume dele. Mas você finge que esqueceu que ele já era assim quando saiu com ele. Ele não é um príncipe encantado. Você tem duas escolhas: respeitar seu limite ou aceitar o dele. Qual dói menos?

^-^ Me conta o que você achou?

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