Comportamento, Crônica

Não seria amor, seria sacrifício

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“Você é seguro o bastante para amar uma mulher que voa?” eu li no Instagram e fez todo sentido porque eu prefiro estar dancing on my own

Eu namorei por um pouco mais de um ano. Morei junto com pessoa errada por alguns meses. Investi meu tempo, minhas habilidades culinárias e a minha arte apostando que acabaria em casamento mas acabou comigo bêbada numa praça sozinha. Uma das piores ideias de todas foi cortar minhas próprias asas. Foi precipitado e eu me joguei do precipício sem saber como voar outra vez.

Quando eu contei para minha mãe, ela perguntou se fui eu que acabei. Eu queria questionar “acabei com o quê?”. Acho que ela não estava falando do amor e sim do relacionamento. Apesar de ter tomado a decisão, que cada um leve a meia culpa. Sem arrependimentos então porque já não posso mudar alguma coisa que não seja daqui pra frente. Mas ela disse que eu poderia  me humilhar e insistir para ele voltar atrás. Mas eu odeio seguir conselhos que não venham do meu próprio coração.

Já não tenho a mesma paciência e gentileza de antes. Eu não suporto a ideia de me imaginar discutindo uma relação de novo. E também não sou tão carente assim para esperar uma ligação antes de dormir. Descobri que eu não preciso de lembretes das coisas incríveis que eu posso ser. Eu só preciso de mim e ser eu. Isso é voar.

Depois de um final, existe um recomeço. Esse é um clichê que eu gosto. Porém, seria cafona demais para tatuar. Voltando ao assunto… Voar pra mim significa minha liberdade. E venho descobrindo que essa é uma das coisas mais importantes para ser feliz. Porque, pensando bem, tudo o que a gente faz nessa vida é para ser cada vez mais livre. Não faz sentido querer estar presa me sentindo presa.

Eu quero voar. Não significa que eu não quero nunca mais me apaixonar e que eu odeio o amor. Na verdade, agora não quero nada sério, não enquanto eu não estiver totalmente independente financeiramente. Mas eu quero uma pessoa segura o suficiente para voar comigo, no sentido literal mesmo: vários vôos, viagens e muito sexo – pra não cair no romantismo de dizer “amor”.

Não quero desculpas pra gente se desentender. Não quero ciúmes, não quero drama, não quero insegurança. Eu quero que você segure na minha mão e confie que se eu ainda não soltei a sua foi porque eu escolhi dividir pelo menos mais esse dia com você. Não quero promessas “para sempre” porque eu odeio mentiras e odiaria que continuássemos os mesmos daqui uns dois meses. Você consegue lidar com as minhas metamorfoses?

Eu quero te beijar até você fazer de conta que cansou de mim. Eu quero dormir com você e ficar admirando o seu rostinho antes de você acordar. Eu quero fazer do meu abraço o teu refúgio. Quero te mostrar que eu posso ser a pessoa mais amável do mundo inteirinho se você me conquistar de mansinho. E não precisa de tanto. Na verdade, não precisa fazer nada. Não quero que você se esforce tanto a ponto de não ser você. Não seria justo. Não seria recíproco. Não seria amor, seria sacrifício.

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