Comportamento, Pessoal

Bem-vindo, 2018 azul

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Olá, gaveteiros! Tudo bem com vocês?

Antes de continuar publicando aqui, eu gostaria de explicar a mudança visual no blog. O modelo antigo era com flores em preto e branco e, de alguma forma, aquilo representava pra mim coisas como: mistério, autossuficiência, amadurecimento, recomeço. Era como se a partir de 2017 eu fosse deixar tudo para trás e recomeçar.

Aquelas flores em preto e branco significaram muito pra mim, porém um novo ano chegou e isso me pede um novo sentido: o que explica o azul. Para 2018, eu quero liberdade. Eu quero me sentir mais livre das pessoas e mais confortável com as minhas próprias escolhas. Quero me sentir feliz sozinha – algo que fui esquecendo a sensação conforme fui fazendo mais amigos.

Então, eu quero me sentir mais responsável pelas barras que carrego, no sentido de conseguir resolvê-las. Quero expor mais sobre como me sinto, não esconder por medo da solidão e descobrir que só vai ficar quem realmente se importa (e tudo bem, porque ninguém é obrigado). Quero me sentir menos dependente de maquiagem e roupas para me sentir bonita e adequada.

Enfim, são muitos desejos para 2018 que se resumem em liberdade. E eu escolhi azul por ser minha cor preferida. Azul é a cor que me traz calmaria, paz e verdade. E faltam quatro dias para eu fazer vinte. Estou longe de me considerar adulta porque sequer tenho independência financeira. Mas é um tempo certo para eu direcionar quem vou me tornar em breve.

Ah, por coincidência, hoje faz 1 ano que fiz cirurgia e agora, finalmente, eu tenho total liberdade para fazer exercícios físicos mais pesados e até doar sangue! Obrigada, Deus (eu mesma duvidava se esse dia chegaria).

Bem-vindos ao meu 2018 azul. ❤

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Poesia

As tuas ondas

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O mundo está acontecendo lá fora

E eu estou desabando por dentro

E eu corri para abrir a porta

Antes de descobrir que era só o vento


Parece que vai cair mais uma tempestade

Enquanto eu choro de saudade

Não ter você comigo me tira a sanidade


Te ligo porque te preciso aqui e agora

Só peço aos céus para que seja uma boa hora

Promete pra mim que pra chegar não demora?


Desculpa por fazer você sempre mudar de plano

É da calmaria das tuas curvas que estou precisando

Pois, as tuas ondas me afogam devagar

E me põe a descansar


E finalmente me canso de lutar

Faço de conta que mereço no teu mundo mergulhar

E aceito te a(mar)…

12 lições, Comportamento

Lição de janeiro: você não é obrigado a nada

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Olá, gaveteiros! Tudo bem com vocês? ❤

Queria começar 2018 com uma vibe diferente: compartilhando lições (até porque em 2017 eu aquietei meu coração e as crônicas de decepções amorosas ficaram mais difíceis de serem escritas, um abraço pela compreensão). E se tem uma coisa que eu tenho paixão é por aprender coisas da vida. Por isso começarei o projeto: 12 lições em 2018. Espero que coração que gostem!


Você conhece a sensação de um esforço desgastante para conseguir algo? Você não precisa disso. E isso, meu bem, vale para qualquer coisa da vida. Nos sentimos sobrecarregados quando priorizamos aquilo que não nos liberta e só pesa durante a caminhada. E o porquê? Quem sabe disso é apenas você. Vou contar um pouco sobre mim para que você entenda melhor o que eu quero dizer.

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VOCÊ NÃO É OBRIGADO A VESTIR UMA ARMADURA

Você não precisa se blindar de tudo e de todos. Acontece que, por exemplo, todas as vezes anteriores que eu me relacionei amorosamente, eu fui decepcionada de alguma forma. E se eu tivesse vestido uma armadura, eu não estaria namorando agora com alguém que cuida tão bem de mim.

As pessoas não são fórmulas prontas, elas são humanas. Não podemos limitar o comportamento delas espelhando apenas em comportamentos passados de outras. Então, aprenda que, por mais que doa, uma armadura não é a melhor roupa a vestir se o seu coração ainda sonha em encontrar o amor. Eu sugiro você vestir aquele jeans maravilhoso ou qualquer outra coisa que faça você se sentir o contatinho do rolê mais requisitado a ser chamado de mozão até na casa da sogra.

VOCÊ NÃO É OBRIGADO A ESTAR BEM O TEMPO TODO

Existem dias nos quais não está tudo bem. E a gente se veste de simpatia para disfarçar quando sai de casa. Mas, quando chega, e as luzes apagam: está tudo bem sentir um vazio. Está tudo bem você se permitir ser sincero com você mesmo e com quem estiver disposto a te entender e ajudar.

Sabe aquela história que se você contar tanto uma mentira ela pode se tornar verdade? Ela pode até parecer verdade por um tempo, porém, logo depois vai ser doloroso quando deixar de fazer sentido essa fantasia. Não adianta varrer para debaixo do tapete. É preciso admitir nossos momentos de fraqueza e procurarmos alguma solução. Não deveríamos fingir que estamos sempre bem e com a vida perfeita. Está tudo bem em estar mal às vezes.

VOCÊ NÃO É OBRIGADO A IR

Em algumas sextas ou qualquer outro dia aleatório da semana, é frustrante abrir os stories do instagram e notar que está “todo mundo” com algum rolê aparentemente mais divertido do que a nossa netflix e cobertor. E pode ser verdade que a nossa netflix faça muito mais o nosso perfil do que saideiras vazias.

Em 2017, eu acabei me tornando a arroba que não recusava convites para rolês. O que acontecia era que eu aceitava ir sem sequer estar animada o suficiente pra isso. E, muitas vezes, eu me sentia sozinha no meio de pessoas que não me divertiam tanto quanto eu criava expectativas. E ficava levemente arrependida por ter trocado minha caminha por um rolê chato. Eis que decidi: não sou obrigada a ir se eu não estiver afim.

VOCÊ NÃO É OBRIGADO A CONVI(VER) COM QUEM NÃO QUER

Já que tocamos no assunto instagram, sejamos mais profundos: eu entendi que nem todas as fotos que apareciam no meu feed faziam eu me sentir bem. Eu decidi deixar de seguir aqueles feeds maquiados demais e até as pessoas com quem eu não simpatizava. Deixei de lado o princípio de que seguir de volta é um gesto de educação.

Meu próximo passo é bloquear as pessoas que só estão me seguindo para marcar em sorteio. Me desculpem, mas isso acaba com alguns minutos do meu dia. Eu fico estressada com um monte de marcação em sorteios. Já pedi gentilmente para não fazerem e se continuarem, para meu próprio bem: deixar de seguir.

VOCÊ NÃO É OBRIGADO A SER SEMPRE O MESMO

Eu acredito que me tornei muito melhor em 2017. E eu ainda sou cheia de defeitos! Veja bem, em 2019 eu vou dizer o mesmo sobre quem me tornei em 2018. Ano passado, eu mudei meu cabelo umas três vezes, eu mudei minha área de estudos, eu mudei meus gostos musicais, eu mudei minhas principais amizades, eu mudei minha forma de liderar, eu mudei a minha escrita e um montão de outras coisas.

Eu mudei e algumas coisas foram sem querer, eu só mudei. E outras várias coisas ao meu redor mudaram também. E adaptar a mudanças não é tão simples. Às vezes dá saudade, nostalgia, tristeza e até depressão. Precisamos ver o lado positivo das mudanças. Por isso gosto tanto da frase: “if you not scared, than you’re not taking a chance”! Mudanças podem ser boas, confia em mim: você vai crescer com elas.


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QUE TEXTÃO! A verdade é que eu poderia não parar por aqui. Afinal, você não é obrigado a nada. E essas foram as principais faltas de obrigação que eu tenho aprendido até aqui. E vocês podem continuar nos comentários ou numa listinha aí com vocês como lembrete para se sentirem melhor quando foram exigidos demais.

Ah, e sobre a reciprocidade não ser uma obrigação, eu já escrevi aqui!

Enfim, um abraço de urso e até o próximo post! 😉

Crônica

Uma dança com a depressão

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Sobre encontrar um ponto de luz: provavelmente foi a busca mais persistente de 2017. Entretanto, hoje, sozinha mais uma vez em casa, de luzes apagadas, está sendo outra noite sombria e dolorosa. Eu sinto meu coração apertado ao conseguir olhar mais para mim, porque, nesse exato momento, eu consigo apontar todos os defeitos que eu odeio e danço com eles a um compasso que me acelera à depressão.

E eu me sinto afogando nas minhas lágrimas e é como se não houvesse ninguém para me impedir de continuar. De fato, não há. Eu estou sozinha e isso não é novidade. Isso se trata de autodestruição. Eu fico sozinha e me torno minha pior inimiga. Começam com cogitações aparentemente inocentes – na realidade, perversas – sobre mim e outras pessoas. Depois, vêm uma onda de lembranças ruins que me levam a desconfiar que o futuro pode ser menos atormentado.

A maior tortura de estar sozinha é me sentir sozinha e não saber como pedir socorro. Eu estou gritando por dentro. Eu estou gritando comigo mesma. Eu tenho exigido de mim ficar bem só mais essa vez. Então, me desespero porque vai ficando difícil respirar e vou perdendo a vontade de insistir…

Eu odeio como me sinto infeliz e deixo isso transparecer claramente quando não sei disfarçar o quanto tantas coisas me incomodam. Eu odeio como sinto vontade de suplicar por coisas que estão longe do meu alcance. Eu odeio quando essas coisas são pessoas. E eu passo a me odiar também por me fazer tão mal sem querer (ou às vezes por querer mesmo e não conseguir admitir que isso é verdade porque o amor próprio e saúde mental estão em alta. Leia-se: moda).

Talvez isso explique porque eu me sinto tão dependente de outras pessoas: elas são cativantes com seus bons corações. Queria saber fazer o bem que elas fazem a mim. Eu me sinto extremamente ingrata por tomar caminhos errados para demonstrar como eu me importo e as amo. E eu me sinto cansada por sempre cometer os mesmos erros. Parece que o roteiro nunca mudou. Mesmo quando são outras pessoas, eu continuo a mesma: o drama da minha vida. Sinto como se já fosse parte da minha natureza ser tão descuidada ainda que tudo o que eu gostaria de fazer seja cuidar.

E por isso eu danço mais um final de semana com a minha depressão, como se não houvesse mais nada de útil a fazer. A verdade é que tem. Amanhã tem um debate importante na aula de Política e eu ainda não li nada. E eu falhei miseravelmente em manter a postura de garota estudiosa e responsável por ter me distraído com meus conflitos internos – que me tiram o foco e me dispersam em todas as cogitações (e se…?) que me desanimam de tentar continuar firme para o dia seguinte. Portanto, deixo de viver o presente e a previsão para o fim da noite é nada além de mais uma canção.

Crônica

Uma dose de amor próprio

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Se existe uma dose a mais que não faz mal, essa dose é a do amor próprio. É inspirador quando eu conheço alguém que transborda amor por si próprio. Costumo achar que são as pessoas mais fortes que conheço. Isso porque elas desviam o tempo todo das armadilhas da pressão social e estão pouco aí para o que os outros pensam. Afinal, para elas, mais vale aquilo o que elas mesmas pensam de si.

Costumo dizer que amar é mergulhar e nunca é tão profundo que você não possa ir mais longe. Quando você mergulha, sem equipamentos, é gostoso fechar os olhos pra sentir melhor. Nada o que os olhos vêem é tão importantes comparado ao que você sente quando mergulha em si mesmo.

E, se puder, conheça além das suas curvas. Conheça suas ondas de energias. Conheça você além daquilo do que já te contaram. Descubra seus defeitos e permita se elogiar. Eu fico levemente chateada quando elogio alguém e recebo uma negação de tal elogio como retorno. Não seja essa pessoa. Apenas agradeça. Na geração do troco likes e troco elogios, te falar coisas boas pessoalmente não me custa nada e eu adoro fazer isso ainda sem esperar algo em troca. Aceita, é de coração.

Admiro quem consegue levantar cedo pra aproveitar bem o dia e tirar um tempo pra cuidar do corpo, por exemplo. Eu ainda não consigo fazer isso todos os dias. Tem dias que eu tenho a sensação de não ter feito nada produtivo e: tudo bem. Eu prefiro me perdoar. Ninguém é máquina e eu sou de humanas – eu uso essa desculpa sempre que falho.

Eu acho incrível pessoas que respiram tudo o que fazem, como aquelas pessoas que são completamente apaixonadas pelo trabalho ou estudo. Essas pessoas geralmente são as melhores no que fazem porque dedicam o que existe de mais especial nelas para realizar tarefas. É cativante essa vibe de ter a certeza que estou no caminho certo pra isso. Não é tão fácil. Afinal, nem tudo o que você ama pode te conduzir a riqueza financeira e grande parte da sociedade não sabe lidar muito bem com isso sem fazer críticas destrutivas…

E uma dose de amor próprio, às vezes, é um “dane-se” que precisa ser dito. Quem importa é você. Amor próprio é apontar pra felicidade e mergulhar. E quando se mergulha, os ouvidos estão indisponíveis demais pra quem não está no mesmo (a)mar que você.

Crônica

Ame ao próximo como a ti mesmo

 

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Pela manhã, eu estava lendo sobre relacionamentos líquidos e frase, cujo título proposto pela crônica, foi a parte que me chamou mais atenção. Em massa, nossa sociedade sente medo em amar o próximo como a si mesmo. Lembrando que tal frase pode assumir diferentes contextos e justificativas. Listemos:

Amar: amor é zona de perigo.

Quem ama não enxerga muito bem as armadilhas, como os pais que mimam os filhos. Amar afasta da racionalidade e do empirismo. Amar está em outra dimensão. Amar está acima das próprias vontades. Mas amar também pode ser escolha.

Vamos supor que você conhece alguém interessante num bar. Algumas risadas e você decide se pretende salvar o número dela ou não para progredir a relação depois. Talvez, a partir disso se abra o caminho para o amor: você a conhece melhor e quer entregar seu melhor também. Ela parece merecer porque já o tem. E lembre que foi você quem escolheu deixar amar como alternativa ainda que num gesto despreocupado como levar uma conversa adiante.

Ao próximo: é zona de conforto.

O próximo disfarça os defeitos numa conversa agradável e um sorriso bonito. O próximo, muitas vezes, te sussurra aquilo que você gosta de ouvir. Te envolve e te põe num pedestal que você faz de conta que é o seu lugar. Você esconde suas inseguranças porque parece mais certo confiar no que olhos do próximo vêem. Mas, daí, você está amando o que ele faz você sentir: prazer.

No entanto, se você for autossuficiente, amar o próximo é demais pra você: extrapola os limites da sua generosidade. Você ama porque nada do que ele diz te faz mudar de ideia sobre si mesmo. Mas você ama o esforço que ele faz pra você se sentir especial. Você ama como os defeitos dele não podem ser disfarçados numa conversa fiada. Você ama a sinceridade que te faz o conhecer melhor e você ama mesmo assim. Você deseja pra ele tudo de bom, inclusive você.

Como a ti mesmo: uma zona onde só você pode amar.

Você já se amou hoje? Quero ressaltar aqui que cada vez menos tenho conhecido pessoas que transbordam amor próprio e, em contra partida, nunca vi tanta gente como hoje vejo usando Tinder. Houve um tempo no qual eu baixei o aplicativo. Conheci pessoas de legais a fúteis. E eu percebi que eu não era obrigada a amar ninguém nem aceitar um amor de migalhas enquanto eu não amasse quem eu estava me tornando.

O amor próprio é o mais difícil porque conhecemos cada pedacinho do nosso corpo e às vezes odiamos cada defeitinho. Eu perdi muito tempo da minha vida – na verdade, a adolescência toda – criticando minhas estrias: coisa tão normal, comum e inofensiva. Como eu poderia permitir alguém conhecer algo que nem eu aceitava?

E depois, com a maturidade, eu vim descobrindo que o amor é aceitação. É quando eu olho no espelho e digo: está tudo bem. É quando eu adoeço e procuro logo um médico porque quero ficar melhor. É quando eu tiro um tempo só pra mim: pra fazer as unhas, cantar alto, fazer yoga, dançar ou mesmo dormir.


E quando se consegue juntar tudo isso e amar ao próximo como a ti mesmo: amar é menos complicado. Amar é escolha: você não cuida do coração de alguém porque parece conveniente, você cuida porque quer. E o próximo está por todos os lugares e se não deu certo com o primeiro: próximo. Como a si mesmo porque não adianta você aceitar e cuidar tanto de outro se não faz isso com si mesmo. Ninguém pode ter amar mais do que você mesmo. E isso é bonito demais quando começa a fazer sentido.

Crônica

O que eu sinto por você?

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Essa é uma das perguntas difíceis que você nunca me fez. Ainda bem. Já pensou eu me enrolando toda para responder? Eu nem saberia por onde começar… Na verdade, você quase não me pergunta nada e sequer me cobra. E ao passo que um relacionamento fechado torna uma pessoa da outra, você não faz de mim propriedade. E mesmo livre eu prefiro estar apertada dentro da tranquilidade do teu abraço.

Tudo bem que a portinha do meu coração estava quase fechando quando você decidiu entrar devagarinho. Estava quase fechando de tanta gente que passou por aqui e fez bagunça. Fez bagunça, me deixou confusa e foi embora sem sentir qualquer remorso. E por um pouquinho que eu não desisti de arriscar isso acontecer de novo.

E parece que você chegou mesmo na hora certa: quando eu já tinha me envolvido com pessoas tão diferentes de você pra ter a certeza de que eu não gostaria de cometer os mesmos erros outra vez.

É engraçado como dizem que o tempo desgasta e as coisas de sempre fazem cair numa rotina chata, sendo que tudo ainda parece tão mágico com você por perto, embora os costumes permaneçam os mesmos e o tempo passe cada vez mais depressa… Quando você está de olhos fechados no meu colo recebendo carinho, eu me questiono porquê não descobrimos isso antes e lembro mais uma vez que descobrimos isso no tempo certo.

Quero dizer, somos tão novos. Estamos no comecinho do curso. Prestes a iniciar a vida adulta e sonhando com os dias nos quais vamos trabalhar com aquilo que nós depositamos tantas energias positivas. E, sobretudo, estamos dividindo essa fase de expectativas juntos.

Eu acho tão bonita tua forma de ver a vida com simplicidade e dizer coisas bobas que te fazem sentir bem, do tipo “é tão ventilado aqui” e você desperta meu lado bobo de rir de todas as coisas. Eu acho bonita a forma como você me olha também e por isso eu não te cobro frases de amor prontas google pesquisar. Você me diz tanto sem dizer nada e quando tenta dizer se atrapalha todo. E eu poderia achar isso um defeito e ficar chateada, mas que nada… A verdade, ainda que eu pareça levar a sério, eu acho graça sobre você ficar perdido nas palavras.

Eu acabei de notar que fui falando tantas coisas e não falei justamente o que eu sinto por você. Dessa vez, eu não quero nomear aqui os sentimentos. Então vou deixar o texto fluir assim como o que eu senti por você na primeira vez, entre tantas vezes, a qual você me abraçou e por dentro eu reagi estranho feito borboletinhas no estômago e ri de nervoso mas você nem percebeu.

E, desde então, sentir se tornou menos complicado. E, mesmo antes de você criar coragem pra namorar comigo, eu já apostava que a gente já se correspondia: queria se ver quase todo dia. E nada mudou tanto assim do começo pra cá, embora eu sempre ressalte que ainda estamos no comecinho porque parece muito longe de acabar. E de lá pra cá eu também tomei uma coragem que eu não imaginava que poderia existir em mim um dia: ser tanto pra você.

Me permiti admitir isso e principalmente deixar você me conhecer como ninguém mais conhece tão bem. E você não correu e não corre mesmo quando eu abro caminho e digo que você é livre e eu conseguiria superar depois. Você toda vez encontra uma alternativa boba para me ganhar de volta e me faz arrepender de ter dito palavras tão duras. E daí  em diante já não quero te soltar mais (nem quando você vira pro outro lado quando está dormindo).

Você cuida do meu coração e segura minha mão como se estar apaixonado por alguém fosse a vulnerabilidade mais segura do mundo. E eu pensei que seria mais assustador estar no meu cronograma (leia-se: encontrar reciprocidade até os 21) por talvez não conseguir mais escrever as crônicas de sempre reclamando sobre o amor. E você me fez tomar mais uma dose de coragem que eu desconhecia para escrever o texto mais sincero sobre o amor romântico que eu sinto por alguém e dizer só “eu te amo” pareceria muito insuficiente comparado a tudo que eu gostaria de encontrar nomes para descrever pra você. Então deixei entrelinhas sentimentos que não precisam ser concretizados em grafias.

E a verdade é que ao passo que você me fez tomar forma de uma nova versão – ou, muito provavelmente, a minha antiga versão como se ninguém jamais tivesse maltratado meu coração – eu nunca precisei me despedir de parte de mim mesma para fazer parte de você. E eu nunca preciso trocar nada por você porque agora você parece estar em todos os lugares, em todas as coisas, em mim mesma, nas mais bonitas lembranças. O que eu sinto por você se resume nisso: nós.