Publicado em Crônica

Cartas de amor

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Escrevi ouvindo Back to December – Taylor Swift

É tão doloroso não conseguir impressionar você com minhas declarações improvisadas, para não falar “mal feitas”, de amor. Quero dizer, eu não conheço o caminho certo para teu coração e surpreendentemente o destino tem sido o lugar mais bonito onde já morei.

Eu pensei várias vezes em te escrever algumas cartas e me dei conta de que palavras são passageiras. Não quero perpetuar em papel o que na vida se transforma todos os dias: os meus sentimentos. Quero te dizer que há algum tempo eu te amo e num dia após o outro já não é o mesmo amor. É uma coleção, na verdade, de razões para querer te manter e me fazer presente teu.

O que posso te prometer é que enquanto houverem razões: o meu amor é teu. Mas como eu te amava ontem não é como eu te amo hoje. Ontem eu te amava por tantos motivos e agora te amo por tantos motivos e porque você me fez sorrir me mostrando um vídeo engraçado. E, ressalto, não era tão engraçado assim. Eu não sorri tanto por ele. Sorri mais por você que se esforçou pra ver isso acontecer.

E reconstruindo o meu amor todos os dias, jamais precisaremos de um prazo para despedida. Eu não saberia muito bem como colocar meus sentimentos atemporais numa carta ou numas palavras soltas enquanto me você me fita distraído. E por falar de menos, eu prefiro sentir demais, mas nem parece tanto assim para não sufocar. Então eu só mostro aquilo que importa para você perceber que estar com você me parece o suficiente para querer amanhã de novo sem cansar.

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Tudo bem com vocês?

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Olá, gaveteiros?

Tudo bem com vocês? 😛

Fazia um tempinho que eu não vinha aqui blogar para conversar com vocês! [Imagine que aqui existe emoji de arco-íris]

Sabe, as coisas finalmente andam em ordem na minha vida. Os meus sentimentos, a minha família, os meus amigos, a faculdade e tudo mais. Mas, eu cheguei a conclusão de que nunca vou me adaptar a uma zona de conforto…

É como se eu precisasse viver transformações o tempo todo. Eu sou toda agoniada e ansiosa. Eu vivo fazendo planos e querendo mais. Eu nunca me conformo e vou ficando noites sem dormir assim. E para não ficar paranoica procurando por problemas, eu prefiro fugir de todo esse conforto.

Eu não costumo contar sobre o que ainda não existe fora do papel. No entanto, eu queria escrever assim mesmo. Eu acho que quando a gente escreve enquanto os sentimentos ainda estão confusos fica mais sincero quando lido depois. Cá estou, abrindo o coração outra vez.

Eu voltei a estudar Inglês. Fiquei deslocada na aula por não falar tanto quanto gostaria. Quero dizer, é como se ainda fosse pouco! Logo, cheguei em casa e comecei a falar sozinha. Conversei comigo mesma. Escrevi a letra de Cold Coffee e pratiquei listening. Deus me livre depender só das aulas de sábado para progredir na língua.

Às vezes, sinto falta de desenhar também. Mas ultimamente não tenho me inspirado para rabiscar alguma coisa. Daí, lembrei que sempre admirei tanto artesanato! Eis meu próximo passo: descobrir alguma habilidade minha no artesanato. Eu adoro e respiro arte o todos os dias. Seria maravilhoso manifestar isso fora da escrita também!

E querem saber? Eu me sinto feliz. Sim! Porque eu vejo a felicidade como uma busca contínua. Eu tenho a plena noção que não existe um lugar aonde quero chegar, mas que eu adoro conhecer diferentes lugares. Eu gosto disso: da gente se reinventar, sem perder a essência – é claro. Eu fico encantada quando dizem que eu mudei e estou melhor.

Nas últimas semanas, também variei muito as minhas playlists. Voltei  a escutar meus rock gótico 2012 feelings e Taylor Swift versão gospel country. Eu acho sensacional isso que não importa o quanto eu me distancie de quem eu fui, porque sempre existe uma música para me lembrar sobre tudo e me fazer ser grata pelos bons tempos de hoje.

Foi um desabafo meio confuso, muito sincero, mas é que eu não gosto dessa história de vir aqui desabafar só quando estou passando por fucking problemas. Eu adoro falar de coisas boas também. Inclusive, é o meu primeiro post de setembro e espero trazer mais amor aqui para fazer desse setembro amarelo especial pra vocês também! ❤

Um abraço de urso.

E até o próximo post! 🙄

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Noite de verão

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Escrevi ouvindo High Hopes – Kodaline

Quando nós nos conhecemos, era uma calorosa noite de verão. Eu tirei meu casaco para estar com você. Nossos corações dançavam na mesma frequência. E quando a sua mão encontrou com a minha, eu descobri como era se sentir num porto seguro. E nós bebemos muito vinho, porque éramos jovens e precisávamos de coragem. Quero dizer, esse era o meu motivo. E o seu?

Estar com você me fazia sentir que eu poderia ser todas as coisas, inclusive sua. Portanto, eu segui teus passos. Caminhei na tua direção. Era madrugada e a praça estava solitária. E, de uma forma, estranha eu me sentia completamente preenchida com minha deliciosa companhia daquela noite de verão.

Eram férias e eu não tinha hora pra voltar. Então, eu sequer olhava no relógio quanto tempo eu ainda tinha de você. Qualquer tempo pareceria pouco. Decidi fechar os olhos e sonhar que era pra sempre, porque éramos jovens e estávamos bêbados. Essa era minha desculpa. Também era a sua?

De repente, você sussurrou que não queria ir muito longe. Mas eu não estava pedindo pra que você fosse a Marte comigo. Só me amar a noite toda estava bom demais! Você era cuidadoso, não é? Estava mesmo preocupado! Essa foi sua justificativa. E a minha? Não engoli muito bem suas palavras salivadas, não eram o suficiente para mim.

E se houvesse uma teoria mais plausível, provavelmente se resumiria na tese: você não estava tão na minha assim. Eu te procurei no dia seguinte. Você jurou que eu não lembraria de nada e que você faria o mesmo porque éramos jovens demais para nos envolver. Então você riu e não acreditou mesmo que eu ainda precisava do teu beijo.

Me deixa contar uma verdade no seu ouvido também: isso é tudo o que uma garota sozinha, como eu, precisa numa noite de verão. Você, nada mais. Porque somos jovens e podemos beber juntos a noite toda e ainda assim eu vou lembrar do quanto gosto de ficar com você, porque você nunca foi minha desculpa. Você foi o sentimento mais desesperado e mal planejado da noite passada. Eu amei sentir. Essa é a minha razão para estar aqui e a sua para, enfim, de mim fugir.

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Amor não precisa ser feliz pra sempre

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Escrevi ouvindo The Only Exception – Paramore


Você desabafa que não entende

Você expressa que eu fui embora sem motivo

Mas talvez eu que não fosse boa o suficiente

Para mais uma primavera contigo


E isso é mais sincero do que parece

Eu juro que por nós fiz até uma prece

Pedi a Deus pra eu ser o amor que você merece


Eu não encontrei outra forma de me despedir

Sem que eu partisse teu coração junto

E ainda assim eu parti sem rumo

Porque menos certo parecia ficar sem sentir


E seria mentira dizer que já não sinto nada

Mas amor não é um conto de fada

Pra ser amor não precisa ser feliz pra sempre

Basta ser feliz como foi a gente


 

Publicado em Poesia

O que ela não faz por amor?

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Escrevi ouvindo All I Want – Kodaline


Ela não tinha pressa

Da sua casa tão sem graça

Precisa fazer graça

Para ser agraciada

Mas nada é de graça:

Amar lhe custa uma pedra


Mas o que ela não faz por amor?

Ela pede “por favor”

E mostra o que sabe

Não sabe de muito

Muito lhe cabe ingenuidade

E a incerteza sobre o futuro

Por isso quer outro fumo


Ninguém pergunta qual seu nome

Ela só faz seu serviço e some

Não faz questão de contar quem é

Tampouco sua própria história

Compromisso ninguém quer

Mulher de negócios não enrola:

Depois do amor vai embora


E ninguém faz ideia se a encontrará um dia

Porque ela sempre anda por aí perdida

E não tem hora para voltar pra sua casa tão sem graça

Numa calçada qualquer da praça


Olá, gaveteiros. Decidi conversar um pouquinho com vocês no final dessa poesia. Não é o tipo de história que costumo contar. A verdade é que em cada história existe um coração. E em cada rosto mal fitado de uma janela no ônibus existe uma história. Não seria insensível demais fazer de conta que não existem? Quero dizer, não quero ser tomada como parnasiana ou romântica demais. Quero que lembrem que aqui existe outro eu lírico florescendo através de poesias sentidas pelas histórias não ouvidas nem vividas, mas que existem e não deveriam ser silenciadas. ❤

Publicado em Poesia

Faz de conta que não demora

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Escrevi ouvindo Secrets – One Republic


Você me enlaça em palavras

De promessas apressadas

Faz de conta que não demora:

Conta mesmo que não quer ir agora!?


Não me permi to  sol  t   a   r

Dos braços o abraço que me fez acordar

Entretanto, você tem hora pra chegar

Você mal foi embora

E a saudade já bateu em menos de uma hora…


 

 

Publicado em Crônica

Me alcoolizo outra vez

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Escrevi ouvindo Meet Me in the Hallway – Harry Styles

E você me conta que somos tão jovens e eu te observo perseguindo as estrelas com teus olhos tão cansados depois de algumas doses aleatórias. Qual o desenho que você vê que te fascina ao fazer do céu a tua única distração que te impede de dormir agora nos meus braços agora? Mas, no fundo, eu só gostaria mesmo de saber se ainda existe álcool que tranquilize a agonia de não te ter em mim mesmo quando tão perto.

Ando observando como você não tem pressa. Você levanta devagar, avisa que precisa dormir um pouco. E você vai. Você vai sem pressa para voltar. E eu fico a te esperar como se eu não tivesse mais nada pra fazer. Então, eu me alcoolizo outra vez e essa é minha maneira de chamar tua atenção: estou me divertindo sem você. Eu fico torcendo, no dia seguinte, por duas coisas: a minha ressaca passar antes do trabalho começar e as histórias das insanidades da última sexta chegarem até você.

É que você vem com essa filosofia que somos jovens demais e isso não me atrai! Eu sei que isso é para eu me distanciar um pouco e te deixar respirar. Eu te sufoco, não é? Eu me desespero e ligo sem parar. Eu faço de conta que foi sem querer. Eu finjo que quero desligar logo. Você ouviu algum barulho? Talvez tenha alguém comigo. Por que você nunca pergunta por isso, por mim ou por nós?