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Alerta: a ansiedade não está estampada

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Desde que comecei a gostar de escrever, criancinha mesmo, descobri que a minha melhor voz era essa: a escrita. Eu passava noites escrevendo o que eu sentia, coisas tão difíceis de admitir. Se fosse pessoalmente, talvez eu engolisse palavras entre um choro nervoso porque eu me emociono fácil mesmo. Mas, na grafia, são apenas palavras dramáticas que, com um dose de poesia, tomam forma em sonoridade até bonita.
Numa maior parte da vida, eu costumo ser mais ansiosa do que o normal. Quando eu coloco algo que eu devo fazer na cabeça: eu preciso fazer logo! Daí eu vou esquecendo que nem tudo depende apenas de mim. Eu vou me sentindo sufocada, agoniada pra hora passar mais depressa e em fim chegar o momento no qual eu vou fazer alguma coisa.
Eu me sinto hiperativa e não consigo dormir. Eu penso que deveria dormir pra acordar bem amanhã. Mas dormir se torna um pesadelo o qual não consigo realizar com a cabeça cheia de planos e eu penso no que vou fazer em cada minuto do dia seguinte. E nada pode dar errado. Se eu não consigo achar exatamente a blusa que eu decidi usar ou o ônibus atrasa: é como se todos os planos fossem em vão. De coisas simples a complicadas: a ansiedade não está estampada tanto assim para quem está de fora. Pareço plena esperando enquanto escrevo algum texto no celular e ninguém consegue perceber que eu estou transbordando, exceto até8 me ler.
Ontem foi um dia especial. Porque durante a semana toda eu fui alimentando uma ansiedade sem ter exatamente um porquê. Eu estava ansiosa e não sabia explicar. Então decidi culpar uma prova difícil da faculdade que acontecerá só semana que vem. E o acúmulo de preocupação virou uma bola de neve culminando em estresse. Eu odeio estar estressada. A pele não fica bonita, não tenho vontade de tirar fotos ou sair de casa, fica difícil me concentrar pra estudar, não consigo manter um bom coração, quem está ao redor percebe e o almejo é de sumir ou novamente me trancar chorando sozinha.
E durante essa semana exaustiva, eu também passei mal de tanto comer. E eu também odeio isso. Porque, depois que o transtorno passa e eu fico com uns quilos a mais, é insuportável ver uma balança. Mas não é só uma questão de números. As roupas que eu mais gosto deixam de me cair bem. E vem aquele medo, aquela voz maldosa, avisando que eu estou acima do meu peso de novo. Não é só questão de saúde física. A emocional fica abalada também porque se eu não me sinto bem por fora, por dentro fica difícil e vice-versa.
Na quinta, coloquei meu vestido confortável e nenhuma maquiagem porque eu não era obrigada a nada. Na quinta não. Na quinta todo o meu esforço seria para me manter sã. Não estava afim de me arrumar ainda que fosse pra um evento importante do curso. Mas eu fiz o esforço de sair de casa cedo porque não queria me arrepender de uma falta de dedicação a longo prazo.
E estava sendo um dia bom com meus amigos apesar do cansaço. Lembro que chegamos lá oito da matina e iria até umas oito da noite. Não seria a experiência mais legal do semestre, mas o que importava era que tínhamos um ao outro pra se distrair e apoiar nos breves intervalos. E eu sempre adoro ressaltar o quanto eu sou cercada de pessoas de bom coração.
Na última palestra, acabei me atrasando. As listas já tinham passado pelo meu lugar. E aconteceria se eu não as assinasse: eu não receberia certificado algum pelo tanto de horas que assisti. Fiquei desesperada! Eu não queria deixar pra assinar só no final. Talvez a lista sumisse sem meu nome. Ou talvez não me deixassem assinar depois. Eu só queria assinar logo, no mesmo minuto. E ficou difícil ficar tranquila, como se nada estivesse passando na minha cabeça. E eu estava inquieta. Estava nervosa. Porque eu só queria colocar logo meu nome lá e voltar a prestar atenção na palestra.
Até que uma mulher virou pra mim e brigou comigo. Até aí tudo bem se não fosse pelo olhar dela. Ela me olhou com tanto ódio que me desmontou e me fez sentir a pessoa mais errada do mundo. Mas eu sequer poderia chorar num evento cheio de pessoas adultas. Eu me senti horrível, uma criancinha com os olhos cheios de lágrimas. E, sabe, se talvez a ansiedade estivesse estampada na minha testa ela não teria sido tão rude comigo.
E o que eu mais odeio na ansiedade é o quanto eu fico sensível e vulnerável. Eu odeio o quanto eu me sinto culpada. E, como sempre, me disponho a procurar cinco coisas boas numa coisa ruim que me aconteceu na quinta:

  1. Passei o dia ao lado de pessoas que eu amo
  2. Deu tempo de recarregar minha carteirinha
  3. Treinei meu espanhol
  4. Consegui assinar uma das listas. Certificados: yaaay!
  5. Consegui chegar em casa em paz.

O que eu realmente gostaria que vocês guardassem dessa crônica é: sejam cuidadosos com as pessoas ao redor porque nunca conhecemos a verdade sobre os conflitos os quais elas enfrentam consigo mesmas.

E crise de ansiedade não espera por uma hora mais conveniente pra acontecer. Às vezes, se disfarça num sorriso nervoso e inquietação. Mas é muito além disso.

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Metamorfoses

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Olá, gaveteiros!! Faz um tempinho que não faço posts mais pessoais. Vou deixar meu eu lírico um pouco de lado para conversar com vocês. Estou ouvindo Kid Abelha, cura para minhas decepções. Eu estou bastante chateada por estar gripada e tenho um textão chato pra ler e resumir.

Enfim, como que vocês andam? ❤

Não vou mentir: mesmo com alguns textos chatos, a graduação tem sido maravilhosa – na medida do possível – em todos os aspectos. Mas, especificamente, nesses últimos dias, eu tenho me sentido um pouco estranha. Okay, é comum que eu me apaixone toda semana, porém quando isso não acontece, é como se eu sentisse um “vazio”.

Eu fico procurando por coisas e pessoas pra ficar apaixonadinha o tempo todo. É como se fossem o combustível das minhas crônicas. Porém, andei pensando que é uma fase a ser aproveitada: estar de boa com todo mundo e comigo, o que é bastante raro. Porque, olha, embora os efeitos sejam bons, é uma droga estar apaixonada de verdade. É sério!

Quero dizer, é interessante ter sempre uma nova história para contar, qualquer mensagem parecer novidade, ter encontrinhos, conhecer alguém de outra perspectiva e outras coisinhas. Mas, parando por aí, o resto não é nada legal. Ah, eu preciso seguir mais a filosofia de Aristóteles e encontrar o equilíbrio na vida. Eu sou muito intensa, 8 ou 80. Isso faz mal, na maioria das vezes.

Eu entendo que eu vivo falando de sentimentos e não tenho ideia se isso parece ser sufocante pra quem escuta ou lê. Mas a gente costuma notificar aquilo o que vivemos, não é? E eu percebo que em quase tudo que eu faço eu sou movida pelo o que estou sentindo. Começando pelo próprio blog e o meu curso. Porque, pra mim, não existe motivação em ser racional com relação a fim. Não me convence pensar daqui 30 anos se eu estou sujeita a metamorfoses até lá.

Ser racional é pensar muito no que o agora reflete no futuro e não faz sentindo pensar em futuro se eu não tenho ideia de quanto tempo falta para chegar lá. Eu me baseio mais em um “você só vive uma vez” e ponto: .

E eu me permito sentir o que eu preciso sentir porque isso, pra mim, é viver. Eu me permito descobrir com meus próprios olhos e correr riscos pra aprender alguma coisa nova e me reinventar no meio de um possível caos. Eu sei que talvez seria bom seguir mais os conselhos dos mais sábios. Contudo, cada vida é uma vida diferente da outra. Me deixa tentar e me deixa ser eu mesma manifestando o que se passa no meu coração. Isso importa pra mim. Não me peça pra ser menos, pra mudar de assunto, pra não ser tanto como eu prefiro ser.

 

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Faça aquilo o que você sente que nasceu pra fazer

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Olá, gaveteiros. Como vocês estão?

Estava pensando em passar por aqui para contar sobre como anda minha vida. Eu não ando bem emocionalmente e isso me impede de conseguir escrever crônicas por enquanto. Outro dia seria engraçado se não fosse triste. Eu fui tentar desabafar e disse “estou com problemas” e, como resposta, recebi “e quem não está?”. Não seja essa pessoa!

Acho que não vale a pena eu enchê-los de acontecimentos negativos, apesar de eles fazerem parte de mim agora. Eu prefiro distribuir coisas boas, vocês me entendem? Eu poderia dizer que ando muito sensível, mas, pra ser sincera, eu sou assim. Só por você está me lendo, já faz eu me sentir melhor. É por isso que quero retribuir isso com um conselho: faça aquilo o que você sente que nasceu pra fazer.

A arte sempre foi muito presente na minha vida, meu escape, minha expressão, minha identidade; embora eu não seja boa musicista e, de vez em quando, nem desenhista. Entretanto, eu penso que é o que eu tenho de mais bonito a oferecer ao mundo. Nunca me identifiquei muito com um curso relacionado a área porque acredito que arte não tem uma fórmula a qual se aprende em sala de aula. Particularmente, sempre detestei as aulas de arte.

Então, descobri que existia um curso que tinha um pouco de tudo o que eu gostava de estudar: Relações Internacionais. Eu moro no Amapá, um lugar ousado para se escolher graduar na área. Não tem um mercado amplo, mas o curso recebeu nota 4 pelo MEC. Como isso não é suficiente para me segurar na graduação, corri para o plano B.

As aulas começam só 17 de abril. Logo, como não consigo ficar muito tempo em casa, decidi – com apoio da minha família – voltar a fazer cursinho. Calma! Muita gente ficou surpresa com isso, pensando que eu não queria mais o curso e não é isso. Agora eu sou concurseira e é sobre essa experiência que eu quero contar.

1 dia antes da aula: Ah, provavelmente não vou passar. Existem pessoas estudando há mais tempo que eu.

0 dia antes da aula: Olha, até que é interessante.

1 dia depois da aula: Estou mesmo aprendendo!

2 dias depois da aula: É oficial: eu sou concurseira e vou passar!! Risos.

O que quero dizer com isso é que às aulas de concurso eu vou com a certeza de que não terei nenhuma aula de Ciências da Natureza. Eu vou pra encontrar a minha área: Ciências Humanas, com doses de Informática e Raciocínio Lógico. Eu estou adorando estudar tudo e sentir que estou dando conta, coisa que eu não esperava.

Isso me fez refletir o quanto eu ficaria angustiada caso eu estivesse escolhido uma graduação como Engenharia Civil, o que quase aconteceu. Nada como estudar aquilo que você gosta! Às vezes, pensamos que é muito difícil seguir nossos sonhos. Mas sempre existem alternativas para te apoiar nisso. No meu caso, foi o pré-concurso. Espero que antes mesmo de terminar minha graduação, já tenha conseguido minha vaga.

Eu tenho um certo receio para falar de sonhos, mas eu confio em vocês. Estou toda empolgada para o começo das aulas de RI. E o concurso público é para me sustentar até conseguir a Diplomacia. Espero que Deus esteja junto comigo nessa caminhada entre fronteiras, porque é tudo o que mais sonho e sei que não será fácil.

Ah, eu preciso esclarecer algo: eu também ganhei bolsa integral pra fazer Direito, mas escolhi RI porque meu perfil como estudante se encaixa melhor na federal. No entanto, também estou esperando outro resultado de federal pro curso de Direito. Me encontro bastante dividida, mas o resultado fica para os próximos posts. Um abraço de urso! ❤

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Quanto custa o seu sonho?

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Escrevi ouvindo Kiss Me – Ed Sheeran

Você já se perguntou quanto custa o seu sonho?

O meu custou um pouquinho caro.

Eu assitia meu pai pagando cursinho pra mim todo mês. Quando ele me levava pra aula, fazia muitas perguntas sobre como eu estava indo ou se eu passaria. Eu não sabia exatamente o que responder. Eram muitas cobranças. Ele estava fazendo tudo o que poderia pra que hoje eu comemorasse e todos os dias eu me questionava se estava conseguindo fazer a minha parte também. Afinal, nem sempre o sonho custa apenas o material de estudo.

A verdade era que sim. Eu estava fazendo tudo o que eu poderia, passando um pouco até do meu limite. Do meu próprio limite. E algumas vezes me esqueci que a regra para persistir é não se comparar com os demais. Cada pessoa tem um tempo para aprender alguma coisa. Eu devorava um assunto extenso de História em uma tarde e o de Biologia em uma semana. Tempo é muito complexo para se julgar. E se o seu sonho custa muito tempo, você se arrisca a pagar?

E se o tempo é um pagamento fora do orçamento, é preciso fazer trocas. Troquei Netflix por vídeo-aulas. Troquei intervalos jogando conversa fora por minutos escrevendo redações. Troquei noites bem dormidas para correr atrás de matéria atrasada. Troquei saídas com os amigos por aulas extras de preço simbólico. Troquei praticamente minha saúde para estar “sorrindo” agora. Por que? Porque eu tinha pressa.

Recentemente, precisei fazer cirurgia e agora sofro de ansiedade. Ainda não consigo ficar completamente em paz porque ainda sinto a estranha sensação de que alguma coisa dará errada. Isso tudo porque eu não corri atrás do meu sonho de foma saudável. E você não precisa seguir por esse caminho. Agora devem ter n pessoas te cobrando, mas quem escolhe quanto pagar pelo seu sonho é você.

Então, quando tudo estiver parecendo caro demais, peça ajuda! Não guarde as cobranças só para você, não queira pagar tanto sozinho. Quando pensava que não conseguiria, eu corria para os meus amigos ou até desconhecidos e falava tudo o que estava me sufocando e foi isso que me libertou de estar pior agora. Eu sei que é comum nos sentirmos incapazes e somos tomados por vários pensamentos de desistência. Cogitamos até escolher um caminho mais “fácil”. Mas se esse caminho não é o seu sonho, nem acorde.

Não decida tentar um curso menos concorrido ou uma faculdade que não estava nos planos se você ainda pode sonhar. Eu quase caí na tentação de me inscrever para Letras ou Engenharia. A primeira porque era mais confortável de passar e a segunda porque parecia ser mais respeitável. Mas eu segurei ali minha vaga em Relações Internacionais. E pra sonhar é preciso ter coragem. 

Eu tive que colocar as cartas na mesa pra minha família e explicar pra eles o quanto eu seria infeliz fazendo Medicina ou qualquer outro curso da área de Biológicas. Sonhar também é confiar em si mesmo enquanto ninguém mais acredita tanto. E dizer isso foi como decepcioná-los. E foi nessa hora que a inspiração precisou vir de dentro, que o esforço precisou ser por mim mesma, que o sonho pareceu mais real.

Os covardes não estão dispostos a pagar com coragem pelos seus sonhos. Eles preferem desistir. Entretanto, eu espero que você não. Além disso, quando a conta estiver apertada, lembre do porquê ter começado. Lembre onde você quer chegar. Lembre que todo mundo pagou por uma conta um dia. E, só agora, eu sinto que estou voltando a ser feliz e cuidando mais de mim e da minha saúde.

Nem nos meus aniversários eu recebi tantos “parabéns”. É incrível, sabe? É maravilhoso como as pessoas sabiam o quanto passar na Federal era importante pra mim. Elas abraçam e dizem coisas carinhosas que você realmente merece ouvir depois de tantas críticas. Elas fazem até piadas pra você sorrir. Elas comemoram junto com você quando sabem o quanto você se dispôs a realizar seu próprio sonho. 

Sonhar é de graça, realizar custa um pouquinho caro. Aliás, mesmo custando caro, parece custar menos se é tudo o que você mais quer. E você paga o que for preciso. E, quando acontece, é melhor do que você esperava. Pode acreditar em mim e não dê um pé pra trás. Eu tirei várias notas baixas e foram elas que me fizeram buscar tanto o meu sonho. Eu sabia que precisava me preparar. Eu queria ter lido tudo isso antes de ter começado o meu 2016. Você é uma pessoa de sorte! Risos.

E eu espero que você viva todos esses momentos bons que eu estou vivendo agora, de coração. Nem preciso dizer que todos os gaveteiros tem a mim, certo? Vocês tem a mim para contar qualquer coisa ou mesmo pedir  alguma coisa, tirar alguma dúvida. Quem conhece meu canal com vídeo-aulas? 😛 Espero que os ajudem também.

Um abraço de urso e fiquem com as fotos mais calouras dessa gavetinha! ❤

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Tutorial: 5 coisas boas

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Olá, gaveteiros! ❤

Há uns anos, li um post no blog Depois dos Quinze o qual nunca esqueci: para cada coisa ruim, cinco boas acontecem. A verdade, é existem coisas boas acontecendo o tempo todo. O tutorial de hoje funciona se você colocar uma música que te faça bem (no meu caso, estou ouvindo The Cave) e se dispor a escrever as coisas boas de hoje.

Eu posso ser a primeira! 😉


A pior coisa que aconteceu no meu dia:

Ter sentido dor quando tentei levantar sozinha e espirrar.

As 5 coisas boas que aconteceram hoje:

A Melanie ter entendido que não pode pular em mim (e ficamos juntinhas);

Mingau de aveia pela manhã (o primeiro mingau em casa);

Lembrar que amanhã é o meu aniversário (eu tô ansiosa por mais que eu saiba que não posso ir a qualquer lugar e não esteja contando com visitas);

Assistir Glee (apenas é minha série preferidas e eu adorei os covers dos episódios de hoje);

O pôr-do-sol e o clima nublado o dia todo, sem suor e só friozinho com meu pijama favorito.


Espero que você tenha a chance de fazer isso nas suas anotações também. O Twitter me faz perceber que reclamando a todo minuto. Eu gostaria que todos tivesse a oportunidade de parar a vida por um minuto e perceber que viver é a melhor oportunidade que poderíamos aproveitar em nossa passagem terrestre.

Isso pareceu muito do além? Risos.

Enfim, não sei como me expressar muito bem. Então, em suma, espero que você tenha a chance de sorrir hoje pelo simples motivo de você estar bem do jeito que está. E caso não esteja, um abraço de urso mais apertado de todos. Até o próximo post. Meu Deus! Até lá, serão 19 anos! Huahushuas 😛

 

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Até o meu 2017

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Olá, gaveteiros! ❤

Quero fazer algumas considerações caso eu passe as semanas que virão sem comparecer por aqui. É difícil escrever sobre isso. Agora estou ouvindo Sunburn do Ed Sheeran. Foi meu cantor mais ouvido em 2016. Eu gosto de confiar que tudo melhora quando somos envolvidos por uma canção. É isso o que eu faço quando me sinto mal.

Vocês lembram do meu primeiro post de 2017? Eu estava focada nas minhas expectativas. Eu estava toda esperançosa. Mas, pra mim, é como se 2016 ainda não tivesse acabado. Eu me sinto presa dentro de um pesadelo.

Nos últimos meses do ano passado, eu estava sentindo muitas dores. Eu imaginava que fosse porque eu carregava muitos livros e mochila. Daí, eu comia e, em seguida, vomitava. Ficava confusa se isso estava ocorrendo porque comecei a praticar atividades físicas. Mas semana passada, senti a pior crise de todas. Fui parar no hospital.

Tudo aconteceu de forma muito rápida. Graças a Deus. Muitos exames, mas nada tão anormal. Uma ultrassom e respondeu tudo: eu estava com Colelitíase. Enfim, eu não quero explicar sobre isso. Sinceramente, não desejo nem pra sociedade machista e racista.

E agora, numa pausa entre as crises, estou de cama. Minha única esperança é fazer a cirurgia logo. Eu não aguento mais tantas injeções todos os dias. É deprimente passar mais tempo no hospital do que em casa e ver tanta gente numa pior. Entretanto, isso faz refletir. Entendem? Não contei tudo isso pra vocês sentirem muito por mim, mas pra que sintam por vocês mesmos.

Quando não se tem saúde, tudo tem muito valor. A risada? Dói. Eu não posso rir muito senão minhas próximas horas serão chorando de dor. Não posso fazer coisas simples como caminhar na praça, porque mal consigo andar. E cada conversa, mesmo que por whatsapp, com meus amigos tem sido preciosa. Fez eu perceber que a vida é mais do aquilo que a gente espera que seja.

Eu tava numa fase na qual eu reclamava demais. Às vezes, me aborrecia comigo mesma por reclamar tanto. Até quando me perguntavam, quando eu mencionava o blog, sobre o que eu escrevo, eu respondia: reclamações do amor. E agora eu tenho agradecido até quando o almoço não é sopa como sempre.

Eu tava animada pro meu aniversário. Até coloquei contagem regressiva aqui no blog. Quem viu? Mas será provavelmente no hospital. Eu quero imaginar que meu 2017 ainda não começou. Quero pensar que essa é minha nova chance. É como nascer outra vez e dar novos sentidos às coisas.

Então, se hoje vocês tiverem a chance de serem felizes, não deixem pra depois! Sério, não deixem as risadas, os abraços, os amigos, a família, o sorvete, o filme, nada pra depois. O que me conforta é que ao menos por enquanto ainda posso me despedir temporariamente de vocês e dizer mais uma vez que são importantes pra mim.

Na minha volta, espero reclamar menos. Sempre curti crônicas sobre temas do cotidiano, como trabalho e situações engraçadas. Se depender de mim, ainda teremos mais disso por aqui e também desejo continuar ajudando de alguma forma escrevendo sobre o que ando aprendendo com a vida. Muita paz e saúde para quem fica.

Um abraço de urso.

E até o meu 2017 (que ainda não começou). 😛

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2017: No regrets, just love

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Há um ano, eu estava na praia de Niterói, num show do Jota Quest. Os fogos de artifício foram maravilhosos e, na hora deles, tocou Queen. Era um momento mágico. Eu tinha ideia de que 2016 não seria fácil, embora eu tivesse várias expectativas.

Neste ano, foi tudo bem diferente. Fiquei em casa, com minha vó, e nos divertimos no Karaokê. Foi legal. Aqui em casa ninguém canta bem. Mas adoramos cantar. Fazer o quê? Troquei mensagens de ano novo depois disso, não é algo que costumo fazer. Passei a virada com uma blusa do meu pai, a qual tem mais que a minha idade. Além disso: estava tocando “Teenage Dream”, da Katy Perry.

São vários sentimentos: amor, medo, ansiedade envolvidos em todos os meus sonhos pra esse ano. Segunda-feira, vou entregar meu currículo nas livrarias da cidade. Parece um sonho bobo? Mas é o meu sonho. Quero dizer, é o primeiro passo. Quero começar a trabalhar e consigo me imaginar sendo feliz conversando sobre livros com os clientes. Ademais, pretendo terminar de escrever/desenhar o meu ano que vem.

Acho que 2017 já começou me ensinando que eu não preciso estar numa cidade maravilhosa, como Niterói, para me inspirar a preencher o meu coração de planos. Estou vivendo mais o meu trecho preferido “no regrets, just love”. Quero dizer, passei grande parte de 2016 apenas lastimando as coisas que eu poderia fazer. Que nesse ano haja mais amor, menos cobranças. As consequências que virão serão aquilo que florir dos sentimentos que plantar. Esse é plano.

Ano passado, eu fiz 18 anos e vivi presa numa rotina sem tempo para descobrir a vida (diversão e responsabilidades). Agora, eu não tenho mais as mesmas desculpas. É um pouco assustador imaginar que falta pouco tempo para eu ter contas para pagar, que minha família me criou para ser passarinho e voar. Tudo o que eu queria agora é um abraço de urso.

Eu sou muito medrosa. Minha maior meta para 2017 é mudar isso. Não quero perder momentos por falta de coragem. Comecei a fazer aulas de dança, o que tem sido um grande desafio porque cogitar sobre cair e machucar me deixa um pouco em pânico. Enfim, eu tenho muitas neuras para superar.

Em 2017, eu quero cuidar mais do meu corpo. Me importar mais com atividades físicas e alimentação. Além disso, quero cuidar mais do meu coração. Ah, vocês sabem o motivo: cardisplicente explica tudo. Quero ter mais autoconfiança nas coisas que sou e defendo. Aliás, quero ser uma pessoa mais justa e me posicionar com mais propriedade sobre meus ideais.

Espero também conhecer mais pessoas maravilhosas e aprender bastante com elas. Ai, são 1h34 e estou ficando com sono… Risos. Então, vamos logo para a parte mais importante:

Que, em 2017, sejamos muitos gaveteiros amadores. Fico imensamente feliz quando me enviam mensagens contando sobre gostarem dessa gaveta com as crônicas, poesias e fotos nossas de cada dia. Eu me sinto muito inspirada a escrever para vocês quando sei que isso pode melhorar o dia de alguém. Então, obrigada por me visitarem aqui. Tudo é escrito com muito coração.

Muito amor em 2017.

Um abraço de urso. ❤

E até o próximo post! 😉