Publicado em Crônica

Desconstrua-se

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Em alguma fase você se permitiu desconstruir-se e começar tudo de novo? Não sei se acontece com todos que entram na universidade, mas eu tenho me permitido.

Ingressar no curso de humanas me fez refletir sobre o quanto as pessoas têm muito a dizer e o quanto eu poderia aprender sobre elas mesmo que apenas ouvindo. O que quero dizer é que existe uma maioria tentando se expressar o tempo todo, opinar a respeito de tudo, ter razão acima de outros porquês. Ei, respira e ouve também!

Eu não quero me cansar fazendo discursos que não mudariam nada. Eu quero me desconstruir de tudo o que eu fui ou disse um dia e começar tudo de novo, de mente mais aberta e coração mais seguro. Não quero entrar em brigas por vez, eu prefiro sentir paz. Eu prefiro dizer menos. Eu gosto assim, sem polêmicas quando não existe necessidade de expressão.

No entanto, a minha desconstrução vai ainda além. Desconstruir oportuniza uma reconstrução, que depende dos agentes externos idem. É quando você se esquece quem você é e não sente medo do que é novo, porque não lhe parece “estranho” nem ruim, só diferente da zona de conforto. É quando você dá abertura para que as pessoas te conheçam como é de verdade, sem desculpas. É quando você quer tirar bom proveito das situações porque sorRIr parece mais fácil.

Se desconstruir é deixar para trás o que te impede de progredir como um ser humano sociável, é você ignorar seus próprios preconceitos e se jogar nas oportunidades de se descobrir como alguém melhor. Se desconstruir não se trata de adaptação, mas de uma destruição de um passado que faz cada vez menos sentido. Se desconstruir é saber viver, é viver em função de você mesmo e fazer alguma significante diferença positiva por onde passa e te conhece. Se desconstruir é preciso.

Publicado em Poesia

Esperanças

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Escrevi ouvindo Dacing on my own


Quando você estiver com a vista cansada

Da sua leitura previsível diária

Lembre que eu te doei todo o meu carinho

E poderíamos ter vivido um romance

Digno de um livro que você perdeu a chance


Você conta que não gosta dos clichês e tudo complica

Eu penso que você tem medo de um final feliz

Sobre os seus medos, eu poderia escrever uma lista

Mas o principal foi sobre o quanto eu quis


Você não avisou que não queria nada sério

E me ganhou no discurso que tínhamos tudo pra dar certo

Você me fez criar coragem pra não me importar com mais nada

Além do nosso imaginário conto de fada


Eu descobri que nada disso existiu

Não para nós dois

Você preferia seus drinks

E me deixava pra depois

Você mal tentou fazer diferente e já desistiu


E você deixou meu coração cheio de sentimento

Com teus sonhos morando no meu pensamento

E eu não sei como me desfazer dessas lembranças

Se você continua por aqui alimentando minhas esperanças…

 

Publicado em Crônica

Máquina de decepção

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Escrevi ouvindo Pumped Up Kicks

Andei achando graça do quanto que eu crio expectativas. No entanto, desde que aceitei de bom coração o meu papel de trouxa, eu não me privo de seguir todo o roteiro.

Em suma, o que acontece: eu conheço alguém. “Nossa, é o amor da minha vida, eu aposto”. Daí, eu vou sonhando sozinha sobre todas as coisas que poderíamos ser e fazer. Eu esqueço que não depende só de mim. Eu faço planos mesmo assim porque não adianta quantas vezes não seja como eu queria, eu não desisto.

Algumas pessoas preferem esconder o que sentem e são até pessimistas demais. Mal conheceu e já pensa que não vai dar certo. Pula pra outra. Eu só pulo no mesmo lugar até avisarem que meu tempo no playground esgotou, logo eu – a máquina de decepção, vulgo a máquina de brinquedos que coleciona os ursinhos que ninguém consegue pegar fácil e desiste.

O que quero dizer é que eu andei escrevendo sobre todo o roteiro da história que eu imaginava que você faria comigo. Eu não vou mentir que eu já deixei de dormir de tanto que pensei em você dias antes de você me deixar. Eu não te queria por querer e isso parece estranho de dizer porque você nem fez nada por me merecer. Eu te quis de graça, só porque algo me fez acreditar que você seria capaz sonhar comigo.

Eu pensei em nós tomarmos sorvete no próximo final de semana, de assistir um filme de depois dormirmos juntos no meio dele, de você me telefonar quando parecesse ter sumido quando na verdade só estava na aula, em ir na sua casa conhecer teus cachorros, da gente ter um lugar nosso e com um jardim cheio de flores e hortaliças pros nossos coelhos, da gente pegando estrada pra qualquer lugar, da gente não querer olhar pra mais ninguém por se sentir em paz no olhar do outro.

Poxa, você não quis nada disso. O que eu posso fazer agora?

Ser a minha melhor companhia. Eu me cansei de você, como quem cansa de um cd riscado. A gente espera que ele toque como promete, mas vacila. A gente tira do som, tenta limpar, mas não adianta porque o defeito é menos superficial do que parece. Então, ele sempre vai travar no mesmo trecho. Ele não vai acompanhar o nosso ritmo. É hora de trocar o cd ou simplesmente me despedir de você.

Publicado em Crônica

Para a @

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Ei, eu comecei a escrever essa crônica um tanto sem rumo. Eu pausei uma série no Netflix e estou com meu café do lado – o pão de queijo acabou – ah, e ouvindo música, é claro! Over My Head. Por que escrever no meio dessa baguncinha? Porque existem tantas coisas acontecendo… Coisas boas!

Eu sei, eu não costumo contar por aqui coisas boas porque, quando elas acontecem, eu fico ocupada demais VIVENDO. Isso já aconteceu com você? Eu quero dizer: ficar longe das redes sociais, não ficar pensando numa só pessoa o dia todo, chegar em casa e querer assistir série ou dormir sem compromisso, cozinhar pra você mesmo… Caramba! Fazia tempo que eu não sabia o que era isso.

O meu café é geralmente horrível, mas eu detesto o de microondas. Fui pro fogão. Odeio ir pro fogão. Quando eu vou, é uma prova de amor. Estou me amando. Entenda assim. Eu estava sentindo falta de uma rotina corrida, de conhecer pessoas novas e de me soltar. Se você não me conhece, eu vou explicar melhor.

Acontece que eu estou na semana do calouro, exatamente no curso que eu sonhava! Eu tenho conhecido tantas pessoas, suas histórias, seus sorrisos que têm o mesmo motivo do meu. Está sendo tão incrível. Quero dizer, tudo tem sido muito legal. Há algum tempo, eu estava triste e chateada com tudo, comigo. Agora, parece que o Universo decidiu me tirar desse castigo.

Sabe, é maravilhoso quando você consegue deixar pra trás os problemas e conseguir dizer “bom dia” pra quem você sequer conhece. É tão reconfortante abraçar quem você acabou de conhecer e mesmo assim já sente carinho simplesmente por viver o momento e tanto faz o que já aconteceu ou vai acontecer.

Para a @

Às vezes, falam que eu sou sensível demais. É bem verídico. Meu coração já perdeu a conta de em quantos pedaços ficou. É porque meu coração é de Humanas e sempre existe uma brecha pra uma segunda chance. Sinto dizer, meu coração não vai parar por você. Eu vou amar outra vez, eu vou arriscar tudo de novo; porque eu sou assim e aprendi a aceitar que não há nada de errado em eu ser eu mesma, em me doar por quem eu amo.

Queria muito que você lesse isso e talvez isso nunca chegue até você, mas eu precisava desabafar que sinceramente eu não entendo porque você virou as costas quando tudo o que eu queria era te fazer bem. No entanto, a minha vida está seguindo. Eu não te esqueci nem vou. Você, de forma efêmera fez parte de mim, e eu estou partindo de você porque já não faz sentido ficar. Não se insiste no “amor”, não se cobra, acontece de graça. Eu ando encantada por quem eu estou me tornando: mais corajosa, mais confiante, mais comunicativa e mais feliz. Portanto acho mesmo que estar do meu lado era o seu lugar errado.

Publicado em Crônica

Pra quando você estiver bad

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Oi, alguém já disse que você é uma pessoa maravilhosa hoje? Quero dizer, você é perfeita. Você não precisa mudar um fio de cabelo sequer. Você está no ponto certo. Você é tão amável que eu poderia chamar você de estrogonofe. Você não precisa olhar no espelho hoje. Você precisa olhar para o céu estrelado que faz hoje – ele, sim, mostra quem você é de verdade.

Às vezes, parte de você é escuridão e quase ninguém nota quem mais você é. Você brilha como as estrelas que vê. As pessoas deveriam observar mais os teus olhos do que o teu esteriótipo. E não precisa se sentir insegura e se culpar por seus defeitos. Eles fazem de você única. Aliás, quem conseguir ver além do que os olhos enxergam, vão achá-los bobagens. O amor não vê cor, textura, sexo, nada disso. O amor vê as estrelas que existem em você.

Publicado em Crônica

O roteiro eu sei de cor

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Escrevi ouvindo Million Reasons – Lady Gaga (QUE HINO!)

Eu já deveria ter me aceitado. A questão não é tão fácil. Eu já deveria ter aprendido a conviver com a tristezas que acompanham a dor de ser quem eu sou. Eu guardo tantas coisas no coração que poderiam ser escritas e verdades seriam expostas a quem quisesse ler. A verdade é que eu ando pelas sombras, escondida das luzes que revelariam o que eu tenho medo de mostrar – os meus sentimentos.

Mas, ultimamente – não que seja novidade – as coisas ficaram fora do lugar. Tudo parece caótico, cenário onde entram os meus pensamentos confusos e curiosos que atormentam meu sono com um “e se?”. Eu sinto que estou me machucando. Eu vejo isso quando as lágrimas escorrem. Quando eu preciso encarar o espelho, percebo que há várias coisas erradas em mim e não comigo. Eu não sou errada, talvez eu esteja errada.

Eu ando me perguntando por que tudo na minha vida parece ter um final infeliz. Eu sempre começo algo como se fosse a primeira oportunidade e única e dou tudo de mim; o destino, por sua vez, avisa “dessa vez não, baby” e eu penso “de novo não!”. Algo, de dentro de mim, aconselha “tenta só mais uma vez” e eu vou lá arriscando minha insônia  e ansiedade de novo.

Pra ser sincera, os meus problemas não são do tipo que se resolveriam com aspirina ou uma conta bancária. Eles têm nome e sobrenome, eles me levam numa conversa maravilhosa e eu pago esses romantismos todos com a minha própria estabilidade emocional e era uma vez eu sorrindo por estar amando alguém. Era. Não é mais. E os problemas batem à minha porta de novo e eu não consigo ser uma anfitriã ruim e correspondo aos piores romances que eu poderia contar.

Eu já deveria ter aprendido que não conheço a dose certa do amor. Eu deveria ter me conformado que excessos fazem mal e carências me sufocam ainda mais. Eu já deveria ter limpado o estrago do choro, mas como que faz isso se existem fragmentos do meu coração bagunçando a minha razão? Esse é o impasse: a gente não vê o coração. E para quem me ver sorrir de mim mesma: é disfarce; porque eu estou cansada de contar a mesma história de sempre e ouvir interjeições de dó. Só mudam os personagens, o roteiro eu sei de cor.

Publicado em Comportamento, Curiosidades, Música

Gaga’s day

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“Algumas mulheres escolhem seguir os homens, e outras escolhem seguir seus sonhos. Se você está se perguntando em qual direção seguir, lembre-se de que sua carreira jamais acordará de manhã e dirá que não te ama mais.” – Lady Gaga

Começando o post de uma maneira diferente, queria venerar Lady Gaga publicamente. É aniversário dela e a citação acima foi um dos conselhos que eu ouvi no comecinho da minha adolescência e não esqueci nunca mais.

Talvez vocês tenham percebido que eu já não escrevo tantos romances ruins quanto antes. Quando eu era mais nova, eu queria casar com uma carreira que não sabia direito como nem qual. A questão é que está acontecendo o que eu tanto almejava. E quando termino mais um “bad romance”, eu fico de boas porque eu tenho a certeza que meus livros continuam no mesmo lugar e eles são apenas uma ponte para a carreira que estou sonhando.

É engraçado isso sobre as pessoas terem um certo “preconceito”. Aposto que a maioria de vocês não imaginava que Gaga poderia ter me influenciado de alguma forma. Eu poderia me estender muito mais sobre as coisas que aprendi com ela. Mas acho que tudo se resume em aprender ser “forte” e autoaceitação.

Happy Gaga’s day, gaveteiros and little monsters. ❤