Comportamento, Crônica

Que porra foi essa?

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Meus amigos acham que eu surtei de vez.

“Não existe essa de amor à primeira vista. Que porra é essa?”

Existe sim! Eu juro. Aquele rostinho entre minhas mãos, olhando pro meu sorriso bobo, era a prova de que eu não tava sonhando. E aqueles olhos? Aqueles olhos distraídos comigo tiravam toda minha atenção das estrelas. Eu não precisava olhar mais nada além daquela galáxia inteirinha pra mim. Eles eram tudo o que eu precisava para iluminar a noite e afastar as energias ruins.

Eu juro. Eu juro que era real demais para ser um surto.

Não. Ele não beijava bem. Nem um pouco. Mas eu poderia mostrar o caminho, sim. E também ele não sabia muito o que falar. Não importava. Isso me fazia rir. Ai, meu Deus. Onde eu tava com a cabeça? Até hoje não sei dizer o que aconteceu naquela noite. Não sei onde soquei minha dignidade. Talvez eu tenha me declarado e feito um milhão de promessas para um completo desconhecido.

Ah, me deixa em paz. Vai dar certo. Ele é fofinho. Eu juro. Eu juro que eu quebrei a cara e, isso sim, eu posso jurar sem cruzar os dedinhos. De pés juntos, eu juro que da próxima vez eu vou fechar bem os olhos para não me apaixonar de novo.

Se eu fizesse uma lista dos instagrams dos meus ex, eu nunca mostraria nem pro meu melhor amigo na face da terra! Talvez, eu sequer tenha coragem de visitar o perfil de cada um só para evitar o auto julgamento: sério, Blenda? Feios. Talvez. Idiotas: também. E o que mais de ruim você conseguir imaginar aí para adivinhar como acabaram. E sei lá o primeiro gatinho que pisca pra gente deixa e gente meio lesa, né?

Eu odeio admitir isso. Na verdade, demorou um tempo para cair a ficha de que foi isso. Eu só achava ele muito gatinho. Era isso. Não tinha mais nada. O beijo dele era um dos piores e vencia esse título até do cara mais esquisito que eu já fiquei numa festa universitária. E ele tinha um humor compatível com o da minha avó, só pode. Eu precisava fazer esforço para rir de umas piadas do tempo do orkut. E o resto eu nem sei. Sei lá, sem beijo e humor não se faz bingo comigo.

Mas foi isso.

Um rostinho bonito.

Nada mais.

Me diz que isso já aconteceu com você também? Porque foi uma merda. Foi diferente de todas as formas como eu já descobri o amor. Eu nunca pensei que fosse o tipo de pessoa que se importa com aparência. Eu sempre sinto um friozinho na barriga com intensidade, com a profundidade das pessoas e a conexão delas com o mundo e, principalmente, comigo. Mas, de repente, caí na armadilha do que só os meus olhos viam.

O lado bom foi que esse foi até fácil de superar.

Difícil de superar mesmo são aqueles que mexem com os nossos outros sentidos, sabe? Quando você quer chegar mais perto para ouvir melhor. Quando sente um arrepio gostoso com um toque que nem tava esperando. Quando o beijo tem um gostinho especial e você não se importa em dividir o sorvete. Quando você se sente confortável para falar bastante, falar besteira e rir no final. Quando nem precisa de convite para transar porque, quando você se der, conta já até aconteceu.

Acho que esse é o sentido para se apaixonar. Sei não. Foi a primeira, e espero que a última, vez que meus olhos mandaram no meu coração. Sério, me conta que eu não fui a única!

 

Comportamento, Pessoal, TAG

TAG: Me conhecendo melhor

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Hoje foi um daqueles dias que eu me sinto em paz por passar o dia inteirinho – praticamente – em casa, deitada, com o notebook aberto. Eu adoro blogs. Sou viciada em internet desde que me entendo por gente.

E daí eu resolvi trazer uma TAG para relembrar os bons tempos de blogs, quando o youtube ainda não tinha bombado tanto assim e as pessoas costumavam conhecer as outras lendo e imaginando como era a voz uma da outra. Já pensou como é a minha? Se você nunca ouviu, posso te ajudar a adivinhar: bem Ana Carolina, a cantora.

Será?

Bora pras perguntas da TAG? Hehe.

1. Você se considera uma pessoa do dia ou da noite?
Eu durmo cedo, mas eu amo sair a noite porque odeio sair no calor. Mas se for compromisso, tipo trabalho: dia, por favor!
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2. Você coleciona alguma coisa?
Eu coleciono lembrancinhas de viagens, tipo chaveiros!
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3. Qual era o seu programa preferido quando criança?
Andar de bicicleta.
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4. Sobre o que você pensa antes de dormir?
Nas minhas compras online e faço uma prece, logo em seguida, para elas não se perderem no caminho. Hehehe.
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5. Qual a sua cor favorita?
Azul. Porque preto é ausência de cor. Se não, seria preto mesmo.
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6. Você é viciada em algum vídeo game ou jogo de computador?
Quando eu fico entediada no trabalho, eu jogo xadrez online. Conta?
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7. Você tem algum hábito ruim?
Eu sou muito carente e perturbo as pessoas por atenção. Odeio isso. Aposto que elas também.
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8. Você tem irmão ou irmã?
3.
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9. Você tem alguma tattoo ou piercing?
AINDA não. Queria fazer uma tatuagem no bumbum e colocar um piercing na orelha (vai combinar com meu corte de cabelo, né?).
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10. Qual a sua flor favorita?
Era girassol. Agora não sei mais. Talvez rosas mesmo. Elas são bonitas, mas têm espinhos. Gosto disso. São cheirosas, mas precisa ter cuidado.
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11. Quando pequena, o que você queria ser quando crescesse?
Tantas coisas. Artista era a principal delas!
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12. O que você guarda em baixo da cama?
Nada.
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13. Você se considera organizada ou bagunceira?
A rotina que eu tenho hoje me obriga a ser organizada, mas eu adoro deixar acumular uma bagunça!
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14. Se você pudesse viver em qualquer lugar do mundo onde seria?
Qualquer lugar que fosse um pouquinho frio, seguro e moderno. Ou seja, eu só quero vazar da minha cidade.
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15. Qual o seu filme favorito?
A fantástica fábrica de chocolate, mas o que eu mais assisto mesmo é meninas malvadas. Hihihi.
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16. Qual o ator ou atriz que dizem que você se parece?
Não sei. Costumam me comparar com personagens de desenhos animados. Mas me conta uma nos comentários!
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17. Diga uma coisa que as pessoas não sabem sobre você.
Eu gravo vídeos dançando quando não tem ninguém olhando.
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18. Qual a última mensagem do seu celular?
Eita, deixa eu ver aqui…
Uma figurinha. Qual? SEGREDO.
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Ei, se você tiver um blog, não vai embora sem deixar o link aqui pra eu te visitar também. ❤
Obrigada por ler. E até o próximo post. 😉
Crônica

Quem cala não sente

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Escrevi ouvindo Somebody That I Used To Know - Gotye

— Você precisa me dizer o quê sente.

— Talvez eu não consiga fazer isso agora.

— Quanto tempo eu vou precisar esperar para você sentir alguma coisa?

— O quê você está querendo dizer?

— Aquilo o quê você não tem coragem de admitir.

— Eu sinto muito…

— Você não sente nada.

— A noite não precisa terminar assim. Vem cá. Me abraça.

— Por que a gente vai adiar isso de novo?

— Porque eu detestaria te ver partir.

— Você detestaria me ver partir ou detestaria ficar sozinha?

— Detestaria não ter você.

— Então me fala alguma coisa que me faça mudar de ideia agora.

— Fica. Por favor. Até amanhã eu vou ter uma resposta melhor.

— Até amanhã você vai perceber que vai demorar para encontrar outro cara para evitar a solidão. E vai me beijar. E vai tirar minha roupa. E vai pedir mais cinco minutos. Não quero cair nessa. Não quero desarmar nos teus braços. Não quero deitar no teu peito e ouvir as batidas geladas do teu coração.

— Eu te amo.

— Mostra.

— Como?

— Você nem sabe o que sente.

— Eu sinto que eu quero você.

— Você é sempre tão fria. Eu estou desabando na sua frente e tudo o que você faz é se desesperar para eu não te deixar sozinha. Mas nessa noite não.

— Não é verdade.

— Você nem se preocupa. Você nem pergunta como eu me sinto.

— Você tá bem?

— Isso é patético!

— Desculpa. Eu não sei o quê dizer.

— Você nunca sabe.

— Não sei.

— O problema é que quem cala não sente. E você nunca tem o quê dizer.

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Comportamento, Crônica

Não sei direito o quê eu tô fazendo

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Tem dias que são difíceis, né?

Num desses dias apressados que eu não tenho tempo nem de almoçar, no meio de uma semana de provas na faculdade, eu saí do trabalho com aquele sentimento de: o quê que eu tô fazendo da minha vida?

Ei, antes de continuar lendo, deixa eu te contar: atualizei minha página de autora! Espero que goste de me conhecer um pouquinho mais. Clique aqui: <3.

Acho que quanto mais adulto a gente fica, mais a gente se pergunta isso. Deve ser coisa da casa dos vinte. Daqui a mais ou menos um mês eu faço vinte e dois anos. Como assim? Um dia desses eu tava num tumulto para assistir o filme do século, vulgo a fila para o último filme da saga crepúsculo no cinema mais badalado da cidade: o Cine Imperator, que já até fechou e eu nem percebi quando. Ainda lembro do friozinho na barriga de quando o Edward se aproximava da Bella. Ainda lembro de que Paramore era a melhor banda de todos os tempos.

Tudo é intenso demais quando a gente ainda não tem os boletos para pagar, né?

Um dia desses, eu tava escrevendo sobre ser minimalista e como economizar é importante. E: puta-que-pariu, gastei mais da metade do meu salário numa sexta-feira porque o mundo todo estava em clima de black friday. Mas, tudo bem, não vou me culpar dessa vez. Consegui uns descontos bons, não foi? Foi sim.

Ai,

me dá

um abraço?

Tô me culpando, lá no fundo, sim…

Eu fico dando esses conselhos na internet sobre como a gente deve ser amar e todos os lados bons de ser solteira. Mas só Deus sabe como eu não consigo passar uma semana sem beijar outra boca de novo. E o pior de tudo é que eu gosto disso. Eu não sei mesmo o que eu tô fazendo com a minha vida. Mas tô seguindo. Tô seguindo tudo menos meus próprios conselhos ultimamente.

Vou colocar a culpa na rotina. Beleza? Ei, sério, é tanta coisa. Se eu paro para pensar um pouco… Eu acho tudo uma loucura! O trabalho, a faculdade, a academia, as aulas de dança e eu não perco essa mania de me apaixonar por um completo desconhecido que vira meu contato preferido em algumas horas de conversa fora.

Eu fui perdendo o controle das coisas. Na verdade, eu nunca tive. Talvez eu só esteja começando a aceitar que as coisas não acontecem na hora que a gente quer. E talvez seja melhor eu me cobrar menos. Pelo menos nas horas que eu não estou vestindo um blazer e batom vermelho. Não sei direito o que eu tô fazendo da vida e aonde eu vou parar assim. Mas quer saber? Talvez ainda seja meio cedo para eu descobrir. Não preciso ter todas as respostas agora, né?

Por favor, diz que sim.

Crônica

Verdade ou consequência?

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Ei, tudo bem, eu confesso. Se você parar para pensar, você poderia ser meu ex-namorado agora, sabia? Não é difícil calcular. Mas, se isso tivesse acontecido, a gente não estaria aqui dividindo a mesa do bar. Você sabe como eu sou. Eu apago da lista de contatos e com você não seria diferente (principalmente se eu tivesse me apaixonado de verdade). Eu acho que a distância e o tempo apagam as coisas. Só assim eu conseguiria te esquecer um pouco. Não teria a desculpa de amizade para depois.

Pronto. Acabou. E ponto.

Mas não aconteceu, né? Naquele tempo você tava passando pela puberdade e eu odiava a sua voz, odiava as suas brincadeiras e não levava a sério qualquer cantada porque você parecia idiota demais pra mim. Era por isso que eu desligava na sua cara. Não sei como que aconteceu e a gente veio parar aqui depois de alguns anos. Talvez porque a sua voz não era mais a mais irritante do mundo. E eu finalmente poderia responder todas as suas mensagens porque a gente sabe que é aqui o limite.

A gente entrou em outras, você me contou das suas namoradas e eu te falei sobre todos os foras eu levei. Esquisito acreditar que eu deixava as pessoas fazerem isso comigo, né? Eu te dei um fora achando que você era idiota demais e beijei outras que te dariam uma baita aula sobre como me decepcionar. Eu sei que você sentia muito junto comigo. E tudo o que você podia fazer era me abraçar para juntar os pedaços do meu coraçãozinho depois de mais um término.

E, sobre as suas namoras, eu nunca entendi como elas conseguiam te deixar triste. Uma das coisas mais fáceis do mundo é te fazer rir sem precisar dizer muito. Ta vendo? Está sorrindo agora…

E eu deixei você descobrir como eu me sentia (que eu não era aquele monstro e não tem uma pedra aqui bombardeando sangue!) e até entrei nas suas brincadeiras. Deixei você me conhecer e ter um pouco mais de mim a cada dia. O bastante para não enjoar. O suficiente para querer ficar. E nada além do que pudesse transformar isso aqui numa bagunça. E eu não jogaria com você, sabe? Eu não arriscaria nossa amizade agora.

Se eu tentasse te beijar, depois de confessar tudo isso, você promete pra mim que acreditaria que a culpa é do álcool?

Consequência.

Eu estou chegando mais perto. Acho melhor você se afastar agora. Seria um bom momento para você rir. A gente pode fazer uma piada e deixar pra lá. Não entendo porque está tão sério. Estou sentindo tua respiração chamar a minha. A tua mão no meu cabelo. Perto demais. Não quero ver isso. Eu vou fechar os olhos e conferir até três. Vou esperar voltar pro lugar. Me sacode. Fala que eu to delirando. Mas não corresponde. A gente não pode jogar isso aqui fora. Me leva pra casa, mas não continua me beijando.

Tarde demais.

 

 

Poesia

A poesia mais bonita que eu li

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Atravesso a cidade

Te prometo um retrato

E nem tem mais espaço

De tantas palavras que escrevi

Mas cabe no peito apertado

E ainda sobra pra um abraço


Deixa eu te cobrir com um casaco

Meio amarrotado porque saí apressado

Mas era o mais perfumado

Pra te lembrar que eu não esqueci




Não esqueci do cheiro que te aquece

E de te fazer mais uma prece:




Espera por mim




Esperar eu te mostrar

Que teu dia amanhã não vai ser cinza

Se me deixar aqui ficar

Ficar por perto

Desperto

Para parar a avenida

Por um amor da minha vida




Você sabe que eu atravesso a cidade

E desse dia eu vou pintar um retrato

Pra te mostrar como as cores preenchem cada espaço

Quando a poesia mais bonita que eu li

Se desenrola em versos em volta dos meus braços


E te mostro como não tem mais espaço

Do tanto que você preenche e transborda em mim


Comportamento, Tutorial

Tutorial: Como superar um fora

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Olá, meninas (e meninos tam-bém!). Tudo bom?

No tutorial de hoje, eu vou te ensinar passo a passo sobre como: s u p e r a r  u m  f o r a (imagina um arco-íris no final dessa frase).


Ei, não sei se você sabe, mas não importa muito se você treina pesado na academia pelo menos três vezes na semana, se você leu bons livros e tem um papo bom, se você tava por dentro dos últimos lançamentos da Netflix e gostava dos mesmos filmes que ele ou se vocês passavam o dia trocando memes, figurinhas e risadas bobas. Sabe, têm vezes que nada disso é o suficiente porque você simplesmente não é aquela pessoa.

Antes de você continuar lendo, eu recomendo você acessar o texto “Ela não vai voltar”. O primeiro passo para superar um fora é aceitar que ele ou ela, whatever, não vai voltar.

Acho que não importa quão bonito e engraçado você seja, uma hora você vai gostar de alguém e, por algum motivo por menor sentido que faça, não vai ser recíproco. Eu já cansei de ouvir: “você é mesmo incrível, mas”. E, quer saber, depois do “mas” você já pode deixar de prestar tanta atenção porque a parte mais importante você já ouviu. 

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E promete pra mim que você não vai aceitar um amor meio bosta?

É sério.

Eu sei que é foda. Eu sei que a gente acha que a pessoa tá errada, que é só uma questão de tempo pra ela notar que a gente é incrível. Mas se a gente é tão incrível a gente merece alguém que veja isso aqui e agora.

 

Então, eu vou te ensinar alguns passos para ficar de boa.

 

PASSO 1: OKAY, EU ENTENDI

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Eu acho certo que você pergunte tudo de uma vez. Pergunta se é isso mesmo. Pergunta tudo o que o seu coração quer saber. Não deixa pendência. Não deixa de dormir porque ficou imaginando outras respostas. Tenha certeza do que a outra pessoa quer e, pelo amor de Deus, não liga na madrugada. E não romantiza a dificuldade e a distância entre vocês. Você vai ficar carente, mas é só até cair da ficha de que existem outras milhões de pessoas no mundo.

O primeiro passo é você dizer para si mesma: okay, eu entendi. Foi isso. Foi um fora. Amanhã não vai ter mensagem de bom dia. É um novo ciclo. Eu só preciso de acostumar de novo com a ideia de que eu não nasci colada com ninguém e que eu consigo me divertir sozinha.

 

SEGUNDO PASSO: HOJE MEU DIA VAI SER INCRÍVEL

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Eu sempre falo sorrindo que eu sou uma mulher moderna e a minha vida não vai parar porque eu levei um fora. Quem vê o orgulho que eu sinto falando isso nem imagina que eu já passei madrugadas inteirinhas chorando como se o mundo tivesse acabado ali naquele término. Todo mundo que já foi adolescente sabe como é.

Mas imagina EU que fui adolescente e EMO.

Tudo virava motivo para colocar um rock triste e curtir a bad. Não era fácil. Mas eu já me apaixonei tantas outras vezes que aprendi que depois de um têm sempre muitos outros.

De repente, o próximo carinha que vai dar em cima de você tá na fila do cinema do filme que você tanto queria ver e você não deveria deixar de sair de casa porque um idiota não viu tudo aquilo o que você é te deixou “sem companhia”.

No meu último fora, eu decidi que iria sair para dançar. Eu adoro dançar. Os primeiros dois pra lá e dois pra cá saem meio sem vontade até tocar AQUELA MÚSICA. Você deveria ter um dia incrível hoje. Sei lá, deixar a dieta de lado e ir num restaurante legal. Assistir aquele filme que você adora. Procurar “pesadelo na cozinha” no youtube pra rir um pouco.

Mas eu recomendo mesmo é que você tenha um dia incrível sozinha. Não adianta muito sair com amigos. Eles podem te perguntar sem querer daquele idiota e você pode ficar pra baixo. Ou você vai usar seus amigos para preencher vazio que ficou. Entenda que não existe vazio. Ninguém vai preencher você. Você é completa. Completamente linda e uma mulher moderna igual eu. Seja sua própria companhia, pelo menos hoje. 

Na verdade, depois que você se livrou dele, sabe o que ficou? Umas horinhas extras no seu dia. Eu aposto.

Eu começaria fazendo as sobrancelhas e arriscando um batom vermelho escuro. Mas, se você for homem, eu sinceramente não sei. Então só não estrague o dia das mulheres (caso você esteja lendo isso depois de 2019, isso era um meme).

 

TERCEIRO PASSO: MEU CORAÇÃO VAI CONTINUAR

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Eu não acho que vale a pena a gente ficar correndo atrás. O relacionamento amoroso é como um elástico e quem solta primeiro machuca o outro. Eu não desejaria que ninguém mais sentisse a dor de um coração em pedacinhos. Então, escolho não falar muito. E, de verdade, eu desejo coisas boas para a outra pessoa (porque a melhor de todas ela não vai mais ter: eu mesma, baby! melhor apagar essa parte, né? kkkk). 

A gente precisa perdoar. A outra pessoa não estava no tempo certo para abrir o coração pra gente como a gente merece ser recebido. E a gente que tava com o coração cheio demais. E você não precisa esvaziar por ter encontrado uma pessoa errada. Você pode dar um tempo agora ou simplesmente encontrar o amor de novo. Meus amigos sempre dizem que eu deveria dar um tempo. Mas a superação é um tempo relativo. Alguns foras eu demorei meses para ficar bem, outros uns dois dias. 

Você só precisa lembrar que ninguém tem culpa. E os próximos roteiros não vão ser a mesma coisa. E o relacionamentos não dependem só da gente. Essa é a graça. Imagina se a gente soubesse exatamente quando seria o fim… Talvez a gente desistisse logo no primeiro encontro e deixaria de viver vários momentos legais. Eu recomendo você assistir Hang the DJ, episódio da quarta temporada de Black Mirror.

 

POR FIM: RESPEITE O SEU TEMPO

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No domingo, eu tava ouvindo um podcast que dizia que depois de um término: a gente faz de tudo para não passar por outro de novo. Esse pode ser o perigo de começar um relacionamento cedo demais: aceitar menos do que a gente merece por não enfrentar outro ciclo.

Acho que o meu maior desafio quando eu vou me relacionar é que eu já não consigo me imaginar passando pelas mesmas coisas, tolerando os mesmos erros. Quanto mais términos a gente tem, mais exigente a gente fica. A gente já não quer qualquer pessoa. A gente não aceita mais o papel de trouxa. Se você ainda não chegou nesse estágio: calma. Todo término é um convite para o amor de dentro.

No final, o importante é a gente saber se conhecer e se respeitar. Saber o que a gente quer de verdade e não apressar as coisas. É preciso respeitar nosso tempo (e o das outras pessoas também). Ninguém deveria dar conselho pra gente sobre quanto tempo a gente deveria esperar para tentar de novo.

Imagina se você tivesse desistido de andar de bicicleta só porque caiu e machucou nas primeiras vezes? Você nunca teria aprendido sobre como ter equilíbrio por mais que um monte de gente te dissesse como faz pra não cair. Você descobriu tentando.

E, agora, mesmo que você já saiba andar, você ainda pode cair algumas vezes. Você vai abrir mão da sensação do vento bagunçando o cabelo, a adrenalina, a diversão e tudo mais por medo de cair de novo?

E se não descobriu ainda qual a sensação: é um hobby incrível pra começar esse novo ciclo. Não quero desculpas. Agora você tem tempo e liberdade para ser e fazer o que você quiser.

Te encontro no próximo post?

Um abraço e até lá! ❤